Há saída sim

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Publicada em 20/11/2014 às 09:31:00

* Rômulo Rodrigues

As articulações da direita para darem um golpe e ganhar no tapetão do Congresso associado ao STF estão em andamento, que mesmo lento, devem ser enfrentadas com máximo rigor pelas forças de esquerdas e democráticas.
A maior parte das fichas dos reacionários está jogada na casa da operação lava jato na tentativa de repetir os mesmos resultados da República do Galeão que levou ao suicídio de Vargas e que agora tem como objetivo o Impeachment da presidenta Dilma.
Os tiros contra a Presidenta, quando vem dos vazamentos dos depoimentos tem como objetivos mobilizar a classe média, sempre disposta a se deixar terceirizar pelos clamores da burguesia e embarcar em qualquer canoa, mesmo furada.
No vetor de busca de legitimação para o golpe na corte suprema está a acusação de que houve estelionato eleitoral cuja prova irrefutável é a polêmica em torno do superávit primário, que nada mais é, que uma enorme pressão do grande capital para que Dilma aplique a cartilha do famigerado consenso de Washington.
Na verdade quem cometeu estelionato eleitoral foram eles do PSDB e do Partido Midiático que passaram a campanha toda dizendo que o País estava quebrado, a economia estagnada, a inflação em alta e o desemprego crescendo, o que está totalmente desmentido pelos números atuais.
Os números boicotados pelo Partido Midiático durante as eleições já indicavam uma profunda mudança na geometria social do Brasil, fruto das políticas de Estado Social implementadas pelos governos Lula e Dilma em confronto direto com as políticas neoliberais implantadas nos governos de FHC e defendidas por Aécio Neves e Marina Silva.
Até 2003, o formato geométrico da composição social no Brasil era de um triângulo isóceles onde a base horizontal representava a grande massa de trabalhadores e excluídos pelas políticas de arrocho salarial e exclusão social.
Atualmente esse formato foi substituído por um losango, onde se destaca a classe C com 108 milhões de pessoas que movimentam 58% do crédito e que movimentou no mercado interno a quantia de 1,17 trilhões de reais durante o ano de 2014.
Esse enorme contingente que faz o Brasil ser o País que melhor vem enfrentando a mais prolongada crise do capitalismo mundial nos últimos 85 anos está assim distribuído: 43% no Sudeste; 26% no Nordeste; 15% no Sul; 8% no Norte e 8% no Centro-Oeste, deixando uma pista de que o Nordeste já aparece no retrovisor do Sudeste e que, talvez por isso, desperte tanto ódio de FHC, Aécio Neves, Aloísio Nunes Ferreira e tantos outros.
Os dados econômicos dessa semana indicam que a economia brasileira está crescendo, cresceu 0,6% no terceiro trimestre, enquanto a economia da Alemanha cresceu 0,1%, toda zona do Euro cresceu 0,2% e o Japão está em comprovada recessão por dois trimestres seguidos superando a casa do 1% negativo no crescimento da economia.
O grande perigo do momento é que existe uma associação real entre os Bancos, as grandes Empreiteiras e os Grupos de Comunicações para tomarem o poder que perderam nas urnas e de imediato silenciarem toda operação lava jato que começa a mostrar quem são os corruptores, deixando vazar só as acusações contra o PT, Lula e Dilma, mostrando que não é atoa que Gilmar Mendes está segurando a votação que proíbe o financiamento empresarial de campanhas.
A saída para o momento é reunir, urgente, todos os segmentos de esquerda começando pelos Partidos Políticos como o PT e Pc do B, CUT, CTB, Federações, Sindicatos, MST, MTST, MOTU, Juventudes e todos os que têm compromissos com as regras democráticas e marcar uma ofensiva de lutas pela Democracia e em respeito à vontade do povo nas urnas.
Em Sergipe, convocar os 11 parlamentares federais e demais autoridades públicas para assumirem esse compromisso.
* Rômulo Rodrigues é militante político