Coligação ataca acordo João/Amorim

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A reunião do PSB atraiu as principais lideranças da coligação
A reunião do PSB atraiu as principais lideranças da coligação

FESTA DE MOBILIZAÇÃO DO PSB NO IATE
FESTA DE MOBILIZAÇÃO DO PSB NO IATE

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Publicada em 18/07/2012 às 02:54:00

Chico Freire
chicofreire@jornaldodiase.com.br

O governador Marcelo Déda (PT), o vice-governador Jackson Barreto (PMDB), o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PCdoB), o senador Antônio Carlos Valadares (PSB) e o candidato a prefeito de Aracaju pelo PSB, deputado federal Valadares Filho, deram ontem à noite, durante a II Plenária da coligação "Aracaju segue em Frente", no Iate Clube, uma pista de como vai ser o processo eleitoral na capital sergipana.
"O que nós estamos vendo é uma negociata onde uma campanha é discutida na base da compra de apoio e na exigência de dinheiro de creca de R$ 5,4 milhões, segundo a entrevista do candidato a prefeito pelo PPS, Almeida Lima", disse o governador.

"Montaram um pró-leasing, João e Amorim (João Alves Filho, do DEM, e Edvan Amorim, do PTB) estão juntos, se abraçaram de novo, pra quê?, Porque não tem perspectiva de futuro", disse o governador.

Ainda em seu discurso e se referindo as denúncias feitas por Almeida Lima, o governador disse que "o projeto dos Amorim é um talão de cheques. O projeto deles é um talão de cheques", reafirmou.

Disse ainda que "o que estamos assistindo é a negociação dos destinos de Aracaju, das nossas crianças, dos nossos filhos. Numa campanha discutida na compra de apoio e na exigência de dinheiro. Quem leu a entrevista ficou preocupado", disse o governador, lembrando que, quando Jackson Barreto (PMDB) chegou à prefeitura de Aracaju, encontrou cerca de 14 mil crianças fora da sala de aula.

O dinheiro a que ser referiu Almeida Lima seria referente a um suposto acordo proposto por Edvan Amorim, condicionado ao pagamento de R$ 5,4 milhões para custeio de campanha dos 270 candidatos a vereadores, além das pastas da Saúde, Emsurb, Emurb e SMTT.   "Não viemos aqui para dizer que viemos defender a bandeira. Viemos aqui para dizer a cada um de vocês que a nossa tarefa é ganhar as eleições e derrotar o atraso na nossa capital. Nossa tarefa aqui não é de marcar posição", disse, estabelecendo diferenciação entre o seu agrupamento e o agrupamento liderado pelo ex-governador João Alves Filho e os irmãos Amorim.

Negociatas - O candidato Valadares Filho disse se tratar de uma vitória onde todos iam mostrar tudo que já foi feito por Aracaju, defendendo o legado para que se possa fazer uma Aracaju cada vez melhor e com mais qualidade de vida.

"Esse é o nosso desafio. A força de hoje nos levará às ruas e a força das ruas nos levará à vitória em outubro", disse, ressaltando ouvir dos seus adversários que Valadares Filho não tem experiência para governar Aracaju. "Na verdade, o que não tenho é experiência nos escândalos; na falta de ética; na falta de cuidado com o dinheiro público, e em não pensar no bem público e em fazer a obra pela obra", rebateu.

"Temos que mostrar que o povo de Aracaju não se vende, não se rende e não admite negociatas com o futuro de Aracaju", disse Valadares Filho, referindo-se à denúncia de Almeida Lima, de que os Amorim pediram R$ 5,4 milhões para lhe darem apoio. "Essa é aliança que debate os problemas da cidade e se preocupa com o povo e que tem serviços prestados ao povo de Aracaju".

Ética - O prefeito Edvaldo Nogueira, que também fez uso da palavra, defendeu o legado do agrupamento, relembrando a trajetória política do grupo. "Aqui está concentrado o sonho dos que combateram a ditadura para construir um Brasil melhor. Aqui está concentrado o sonho daqueles que estavam pequenininhos lutando contra os poderosos e chegaram à prefeitura lutando para conseguir um Brasil melhor, um Brasil mais justo, uma cidade melhor e de qualidade de vida", disse.

Disse ainda o prefeito que ali estavam os que chegaram ao governo "não para se locupletar, não para encherem a burra - como diz o ditado popular -, mas chegaram para governar com ética e com dignidade".

Vergonha - "Eu estou com vergonha do que a imprensa denunciou na última segunda-feira. Estão vendendo Aracaju por R$ 5,4 milhões", disse Jackson Barreto, referindo-se à denúncia feita por Almeida Lima.  

Em seu pronunciamento Jackson convocou a militância não só para reagir ao acordo feito entre o ex-governador João Alves Filho e os irmãos Amorim, como também para saírem às ruas como um multiplicador de votos. "Cada um de vocês será um multiplicador de votos, se quiserem a vitória de Valadares Filho porque cada um de nós somos uma liderança deste projeto".