PM abre inquérito contra militares presos na "Poço Vermelho"

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Publicada em 05/12/2014 às 09:36:00

O Comando da Polícia Militar vai abrir um inquérito para investigar a suposta participação dos dois militares presos na "Operação Poço Vermelho", deflagrada anteontem pela Polícia Federal. O sargento Leonídio Rosa de Oliveira, lotado em Simão Dias, e o soldado Adriano Batista Macedo, baseado em Poço Verde, tiveram a prisão preventiva decretada pela Comarca de Poço Verde, sendo apontados como participantes de um grupo de extermínio que agia na região Centro-Sul do estado desde o final de 2012. Os nomes foram confirmados pela própria PM, que também confirmou o encaminhamento deles para o Presídio Militar (Presmil).
O porta-voz da PM, tenente-coronel Paulo César Paiva, informou que o Comando já pediu cópias dos inquéritos que já foram instaurados pela PF, a fim de apurar se os crimes também tiveram implicações militares. Ainda de acordo com Paiva, o soldado e o sargento poderão ser expulsos da corporação, caso as investigações apontem a relação deles como grupo investigado. Ele destacou ainda que a PM não compactua com a prática de crimes por parte de policiais.
As investigações mostram também que o grupo pode ter cometido nove assassinatos na cidade e era liderado pelo ex-presidiário José Augusto Aurelino Batista, morto no dia 15 de outubro durante uma operação da Polícia Civil. O advogado do sargento Leonídio, José Carlos Felizola, disse que seu cliente não foi reconhecido em algumas provas da Polícia Federal e, por isso, vai entrar com o pedido de habeas corpus. A defesa do soldado Adriano também nega a participação dele nos crimes. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) não quis comentar a "Operação Poço Vermelho", que teve outras quatro pessoas presas.