Votação do Plano Diretor

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Publicada em 18/07/2012 às 14:18:00

Interesses e conflitos são as duas palavras que resumem a peleja que materializa a votação do Plano Diretor de Aracaju. A queda de braço entre a ansiedade coletiva e os grupos representados pelo mandato de determinados parlamentares fica bastante visível quando uma questão que deveria ser ponto pacífico, a exemplo da natureza das votações (foi preciso que uma emenda do vereador Emerson Ferreira impedisse as votações secretas), precisa ser discutida em plenário.

De acordo com o presidente da Casa, Emmanuel Nascimento (PT), o regimento em questão é de 1999 e possui alguns artigos que estão defasados ou não se adequam ao contexto presente.  

A Resolução que altera o regimento do PD fixa também que durante as Sessões Extraordinárias para votação da matéria, no Grande Expediente, os parlamentares que desejarem se pronunciar, apenas poderão fazer para tratar de assunto exclusivamente do Plano Diretor. Segundo o presidente, a partir de hoje é que será iniciada a votação das emendas do Plano Diretor. Ou seja, agora é que o bicho pega.

Uma reação popular, à altura da importância do tema e do impacto do Plano Diretor no dia a dia da população é urgente. A Câmara de Vereadores de Aracaju já demonstrou que não possui a autoridade moral para fazer valer o interesse coletivo, frente à ganância dos empresários. Ou os movimentos sociais tomam a responsabilidade para si e tomam as rédeas desse cavalo desembestado, resgatando a natureza popular com a qual a idéia do Plano Diretor foi concebido, ou assistiremos impassíveis, mais uma vez, a força do poder econômico.