Machado questiona tese do governador

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Publicada em 18/07/2012 às 14:32:00

O candidato a vice-prefeito de Aracaju, na chapa encabeçada pelo ex-governador João Alves Filho (DEM), José Carlos Machado (PSDB), estranhou as declarações feitas pelo governador Marcelo Déda (PT), durante a Plenária do seu bloco político, realizado anteontem no Iate Clube, em que acusa o grupo liderado pelo empresário Edvan Amorim (PTB) de só fazer política com cheque.

Segundo Machado, isso dá a entender que a composição feita por ele em 2010, com o grupo que hoje acusa, teria sido dentro dos mesmos moldes: "Qual foi o cheque que funcionou em 2010", questionou o ex-deputado.
Machado acrescenta: "Se a coligação feita entre o grupo liderado por Edvan Amorim com o bloco que tem à frente o governador Marcelo Déda não fosse interrompida, como aconteceu em março, ninguém estaria sendo acusado de funcionar à base de cheque", disse.

Para Machado os políticos têm que saber conviver com os aliados e aceitar os adversários. Ainda de acordo com Machado, a composição entre João Alves Filho e o grupo liderado por Edvan Amorim ocorreu depois de muita conversa, que ocorreu até os últimos minutos da véspera de fechar a coligação, sem que "houvesse transações ilícitas e por interesse das duas partes".

Machado pergunta por que o deputado federal Almeida Lima (PPS), candidato a prefeito pelo partido, não denunciou as propostas feitas pelo grupo de Amorim imediatamente após? Por que há mais de três meses vinha insistindo em fechar a composição, mesmo com essa proposta que ele agora denuncia?
Avalia o ex-deputado que "essa conversa não serve e nem é a melhor forma de fazer política".