Taxista agredido após show morre

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Publicada em 18/07/2012 às 15:30:00

O taxista Edson Silva Santos, 34 anos, morreu ontem de madrugada no Hospital José Franco, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju), depois de ser internado duas vezes e sofrer duas paradas cardíacas. Ele teria sido espancado na madrugada do domingo passado, durante uma confusão na saída de um show de reggae que acontecia na casa de espetáculos 'Miami Hall' (antigo 'Augustu's'), no bairro Coroa do Meio (zona sul da capital). Segundo laudo preliminar do Instituto Médico-Legal (IML), Edson foi vítima de uma hemorragia pulmonar causada por agressão física.

Segundo informações da família, o taxista estava no show com a esposa e três amigos quando, por volta das 1h30, saiu do grupo para comprar cerveja e não retornou. Preocupada, a mulher saiu a procura dele pelo lado de fora da casa de shows, até receber a ligação de uma cunhada. Ela acabara de receber o telefonema de uma amiga que viu Edson caído em uma área distante do 'Miami Hall' e ao lado de uma barraca de bebidas, deitado no chão e passando mal.  A esposa relatou que o rapaz passava mal, reclamava de dores e dizia que alguém tentou matá-lo.  No entanto, ele não apresentava nenhuma marca de agressão física.

Uma ambulância foi chamada e levou o taxista até o Pronto-Socorro Fernando Franco, no Cj. Augusto Franco (zona sul), de onde acabou transferido para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Mesmo com uma suspeita de fratura na coluna, ele recebeu alta na manhã de segunda-feira. Horas depois, conforme os parentes, ele voltou a passar mal e foi internado no José Franco, onde sofreu os infartos e morreu. A família afirma que Edson estava com a mente confusa e não revelou de forma clara o que acontecera a ele naquela noite. Uma queixa foi registrada na Delegacia Plantonista e o caso deverá ser investigado pelo Departamento de Homicídios da Polícia Civil (DHPP)