Sergipe capacita profissionais de saúde para doação de órgãos

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 24/12/2014 às 09:42:00

Profissionais de saúde que atuam nas oito Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) de Sergipe participaram de um encontro para discutir a atuação, padronização de ações, entrevista familiar, o Projeto Anjos da Guarda, entre outros.
Em Sergipe, são oito comissões distribuídas em unidades hospitalares da capital: Hospitais São José, São Lucas, Primavera, Universitário, Cirurgia, Hospital e Maternidade Renascença, Santa Isabel e Hospital do Coração.

A CIHDOTT é uma peça imprescindível no processo de doação de órgãos. É formada por uma equipe multidisciplinar composta por enfermeiros, médicos, assistentes sociais, psicólogos, entre outros. Entre as atribuições está a detecção de possíveis doadores de órgãos e tecidos nas unidades hospitalares, a viabilização do diagnóstico de morte encefálica de acordo com as normas estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), articulação com a Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO) dos Estados para organizar o processo de doação e captação de órgãos e tecidos, etc.
Quanto ao Projeto Anjos da Guarda, foi discutida a atuação do serviço. "Cada dupla formada por um enfermeiro da Organização por Procura de Órgãos (OPO) e outro da Central de Transplantes é responsável por dar treinamento e suporte a uma CIHDOTT para que ela possa melhorar a captação dos órgãos", disse Benito Fernandez, coordenador da Central de Transplantes de Sergipe.
"Um dos assuntos que tem sido recorrentes nos encontros de profissionais que trabalham com doação de órgãos é a entrevista familiar. É na entrevista que é definido se haverá a autorização da família para a doação dos órgãos. É por isso que o profissional tem que estar bem preparado para fazer parte do processo de luto do familiar, acolhimento e assim obter o consentimento para doação beneficiando outras pessoas", disse o coordenador.

Faturamento - Outro tema abordado no evento foram os recursos que o Ministério da Saúde disponibiliza para as unidades hospitalares que participam do processo de doação e transplantes. "Solicitamos que os profissionais realizassem um levantamento dos óbitos viáveis para doação nos seis últimos meses e, com esses dados, demonstraremos aos diretores dos estabelecimentos o quanto de recurso estão deixando de receber, sem contar o número de órgãos e tecidos que não foram ofertados ao Sistema Nacional de Transplantes", disse Benito Fernandez.
Em Sergipe, são realizados somente transplantes de córneas. Os demais órgãos são captados e disponibilizados para a Central Nacional de Transplantes, que também beneficia pacientes sergipanos. Em 2013 foram captados e enviados para outros Estados nove órgãos: seis rins e três fígados. Em 2014 o número de órgãos captados saltou para 22: 12 rins, seis fígados, três corações, e um pâncreas.