Não está fácil pra ninguém

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Publicada em 31/12/2014 às 09:47:00

As dificuldades enfrentadas pelo Governo do Estado para honrar os compromissos com os servidores é evidência mais do que suficiente: 2014 não foi fácil pra ninguém. Reeleito pela maioria, cabe agora ao governador Jackson Barreto dar os pulos necessários para atender aos pleitos de todos, observando sempre os limites do razoável e do direito. São mais de dois milhões de sergipanos à mercê dos rumos adotados pela administração pública daqui pra frente.
Para conciliar tantos interesses, sem deixar de lado a necessária sensibilidade social que consagrou o seu projeto de governo nas urnas, o governador vai ter de lidar com fatos e números bastante preocupantes. A palavra de ordem é enxugar a máquina. Dois mais dois é sempre igual a quatro. Não tem mágica no mundo capaz de contornar a matemática perversa que reprime as contas públicas. O governo vai ter de se virar com o que tem.

A conta não fecha. O déficit da Previdência este ano chega a R$ 750 milhões. "Imagine o que é um Estado, todos os meses, tirar R$ 62 milhões do Tesouro do Estado para cobrir o déficit da Previdência, recursos que deveriam ser aplicados na saúde do povo, na segurança, educação, e em tantas obras importantes para o bem da sociedade", lamentou o governador em entrevista recente.
Uma sangria desatada. O rombo no Sergipeprevidência é um daqueles problemas sobre os quais não pesa a sombra de responsabilidades individuais, decisões equivocadas e ingerências. Trata-se de uma conjuntura perversa, que não pode ser vencida com auxílio de fórmulas prontas. O governo já tomou as devidas providências. Decidiu cortar na própria carne para tornar a máquina mais célere e eficiente. Remédio amargo e urgente.