Petrobras abre comissões para aplicação de sanção administrativa e bloqueio cautelar

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Publicada em 31/12/2014 às 10:05:00

Em reunião da Diretoria Executiva da Petrobras realizada ontem, foi aprovada a constituição de Comissões para Análise de Aplicação de Sanção (CAASE) e o bloqueio cautelar de empresas pertencentes aos grupos econômicos citados como participantes de cartel nos depoimentos do ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e do Sr. Alberto Youssef prestados em 08 de outubro de 2014, em audiência na 13ª Vara Federal do Paraná, bem como nos depoimentos prestados no âmbito do acordo de colaboração premiada do Sr. Julio Gerin de Almeida Camargo (Grupo Toyo) e do Sr. Augusto Ribeiro de Mendonça Neto (Grupo Setal), que a Petrobras teve acesso em 03 de dezembro de 2014, todos deferidos como prova emprestada pelo Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba/PR, e que indicam, como participantes de cartel, os seguintes grupos econômicos:
"Alusa", "Andrade Gutierrez", "Camargo Corrêa", "Carioca Engenharia", "Construcap", "Egesa", "Engevix", "Fidens", "Galvão Engenharia", "GDK", "IESA", "Jaraguá Equipamentos", "Mendes Junior", "MPE", "OAS", "Odebrecht", "Promon", "Queiroz Galvão", "Setal", "Skanska", "TECHINT", "Tomé Engenharia", "UTC".
A constituição das CAASEs de acordo com o critério acima referido e o bloqueio cautelar levam em consideração, além dos depoimentos acima mencionados, a fase 7 da "Operação Lava Jato", deflagrada em 14 de novembro de 2014, com a prisão de executivos e ex-executivos de empresas e o recebimento pelo Poder Judiciário, entre 12 e 16 de dezembro de 2014, das denúncias feitas pelo Ministério Público Federal (ações penais) por crimes em desfavor da Petrobras decorrentes das investigações da "Operação Lava Jato".