GilFrancisco lança livro sobre revista da década de 40

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Capa do livro que já está à venda
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Publicada em 07/01/2015 às 00:37:00

Pela primeira vez é estudada a revista sergipana modernista Época (Mensário a Serviço da Cultura e da Democracia), publicada entre agosto de 1948 e janeiro de1949, totalizando três números. Dirigida pelo jovem Walter Sampaio (1923-2008), integrante do grupo Mensagem dos Novos de Sergipe, do qual faziam parte outros jovens comunistas ou simpatizantes: Enoch Santiago Filho, Paulo de Carvalho Neto, Aluysio Mendonça Sampaio, Jenner Augusto, Alberto Barreto de Melo, Fragmon Carlos Borges, Nelson de Araújo, José Menezes Campos, Renato Mazze Lucas e outros. Vários desses jornalistas militantes já haviam participado de outro periódico dirigido por Walter Sampaio, Mensagem e Símbolo, ambos de 1939. Os irmãos Walter e Aluysio Sampaio traziam uma grande bagagem como jornalistas, adquiridas na Imprensa Estudantil, época em que militavam em jornais dos colégios Tobias Barreto e Ateneu.

Editado pelas Edições GFS, 80 páginas, com várias ilustrações, o livro está dividido em cinco partes: ensaio sobre Época, revista modernista de época; Perseguições e Prisões (Aluysio Sampaio, Fragmon Carlos Borges, Nélson Correia de Araújo, Renato Mazze Lucas, Walter Sampaio, Carloman Carlos Borges e Lindolfo Campos Sobrinho), em que apresenta sete fichas da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Sergipe, do Governo repressivo de José Rollemberg Leite (1947-1951); Apêndice I, apresenta nove artigos escritos pelos componentes do grupo, onde registram o conflito entre a guerra, o combate ao fascismo, a geração intelectual de Sergipe, a Guerra e Cultural, o jornalismo e a revista Época, a nova pintura de Jenner, a ideia modernista em Sergipe.

 No Apêndice II é dedicado ao caso Fragmon Carlos Borges: sequestrado, torturado, preso e a reação da sociedade sergipana contra os desmandos do Secretário de segurança Pública, João de Araújo Monteiro. O jornalista Fragmon Borges, natural de Frei Paulo (1927-1975), trabalhou como redator no jornal A Verdade (1950-1951) e dirigiu a Folha Popular (1955-1957), ambos os órgãos do Partido Comunista.
Devido o destaque alcançado na imprensa comunista é convidado nos anos 60 pela direção do PCB para dirigir no Rio de Janeiro o jornal Novos Rumos. Desliga-se do Partido para unir-se a Carlos Marighella e passa a viver na clandestinidade até morreu subitamente por infarto nos anos 70. O caso Fragmon Carlos Borges será tema do próximo livro de GILFRANCISCO, que reuniu todos os editoriais escritos por ele na Folha Popular, além dos artigos publicados em Novos Rumos.
No Apêndice III, Gilfrancisco reuniu três artigos sobre o bar Cacique Chá, publicados na época da inauguração em outubro de 1949, ponto cultural frequentado pelos intelectuais aracajuanos, cujos painéis decorativos foram pintados pelo jovem artista Jenner Augusto.

Novo livro de GILFRANCISCO:
Época (1948-1949) revista modernista de época
Edições GFS, 84 páginas
Onde encontrar? Polikromia - tel. 3213-0778