Cadê João?

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Publicada em 08/01/2015 às 00:56:00

Desde os princípios da acirrada campanha eleitoral do ano passado, a administração municipal em Aracaju anda meio sem rumo. É como se o comandante maior tivesse abandonado o barco atolado em incertezas. Mas o que houve? Sabe-se que João Alves Filho, o prefeito, não concorreu a qualquer cargo eletivo, mas sua esposa, Maria do Carmo, sim. Aliás, teve que suar muito para confirmar sua reeleição ao Senado. E foi aí que o dedo de João precisou trabalhar e, naturalmente, consumir muito de sua energia. Tanto que nem sinal de recuperação para os próximos meses.

Aracaju carece, sim, de seu prefeito de fato. Por vezes, fala-se e constata-se que o vice-prefeito José Carlos Machado (oficialmente na titularidade por conta de mais uma viagem de João) é quem aponta os caminhos da administração. Também se fala que o secretário de Comunicação, Carlos Batalha, homem de confiança de João, muitas vezes dá as cartas no destino da máquina. E ninguém mais. Só que a população de Aracaju foi às urnas em 2012 votar em João Alves. O velho e querido João Alves, tantas vezes reverenciado pelos mais apaixonados, mas que parece agora não corresponder a tanto apelo.

E sejamos corretos. Mesmo sendo um senhor com 72 anos de idade, com seus problemas de saúde habituais, trata-se de um ser humano que se cuida bastante. É um homem vivido, ávido. Um político experiente e experimentado. Mas possa ser que lhe falte fôlego para essa jornada atual. Portanto, quem de fato está no comando da administração em Aracaju? Essa é a pergunta que as pessoas vêm se fazendo em cada roda de conversas, cada análise de situação, a cada oportunidade que tenham. Quem está dando as ordens na Prefeitura de Aracaju, independente de João Alves estar ou não em terras sergipanas?
Hoje, sem a presença do prefeito João (que um dia, lá nos idos dos 1970, administrou essa cidade como biônico), Aracaju parece parada no tempo. Só não o é, porque a Prefeitura vem se limitando a consertar asfaltos há tempos degradados, trocar abrigos de ônibus com uma lentidão impressionante, aumentar tributos e só. Muitos serviços essenciais à população estão deficitários. Até pagamento de salários de servidores públicos, a exemplo do governo do Estado, estão sendo atrasados. Não há um plano de ação que contemple os aspectos sociais. Ou seja, ruim com João, pior sem João.

Tomara que essa fase de apatia, de alguma maneira passe rápido. João Alves Filho precisa voltar à realidade aracajuana. Andar mais, correr mais, dialogar mais, executar mais. Mostrar à população mais disposição para o trabalho. Até porque, por mais competentes que sejam o versado José Carlos Machado e o clarividente Carlos Batalha, a população confiou seu voto a João Alves, repito. Portanto, que venha um 2015 com muito mais pretensão para o prefeito de fato. Que ele apareça. Aracaju carece e o povo agradece.

O que a história ensina é que os governos e as pessoas nunca aprendem com a história
Friederich Hegel

Unificação ameaçada
A imprensa noticiou ontem que um dos principais pedido feitos por Jackson Barreto ao secretário de Segurança Mendonça Prado é que busque unificar as polícias civil e militar. Ou seja, que as faça atuarem juntas nas mais variadas ações de combate ao crime no Estado.
Nada demais, não fossem as disparidades salariais registradas entre civis e militares em Sergipe. E isso, naturalmente, impedirá o desenvolvimento de qualquer boa intenção. Principalmente por parte dos militares, que vira e mexe se queixam e organizam protestos contra os altos salários pagos à Polícia Civil e suas 'poucas atribuições', segundo eles.
Hoje, referindo-se somente à base das categorias, enquanto um soldado da PM recebe em torno de R$ 3,5 mil mensais, em média, um agente da Civil embolsa algo em torno de R$ 9 mil. Portanto, o militar se acha injustiçado e dificilmente engole a ideia de 'trabalho integrado'. Mesmo o governador Jackson Barreto dizendo a Mendonça que "a unificação do trabalho entre as duas polícias é para que o principal beneficiado seja o povo sergipano".
 
Fica
Mesmo não sendo anunciado oficialmente, o atual diretor-presidente da Emdagro, Jeferson Feitoza, tem praticamente a garantia do governador Jackson Barreto de que permanecerá no cargo. Jeferson é quadro do PT, mas se traduz num dos mais competentes técnicos na área agropecuária de Sergipe. Além de ser funcionário de carreira do órgão que integrará o rol de ações da Secretaria de Agriculta.
 
Mais Médicos
em livro
O ainda deputado federal Rogério Carvalho (PT) está em Recife (PE) para uma reunião que trata sobre a produção de um livro com foco no programa Mais Médicos. No Congresso Nacional, em 2013, ele foi o relator do programa que revolucionou o atendimento médico no país, irritando a oposição e principalmente a classe médica mercenária nacional.
Junto com Rogério, nas discussões sobre o livro, está o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Hoje Sergipe conta com 151 médicos que estão atuando em 48 municípios. Desses, 119 são cubanos. Não há data prevista para o lançamento do livro.
 
Conversa afiada
O PRB de Heleno Silva, pastor evangélico e prefeito de Canindé do São Francisco, está ávido por uma conversa com o governador Jackson Barreto, que pode ser hoje. Na ponta da língua do pastor, a cobrança por espaço no primeiro escalão do governo. Na mente, os nomes de três quadros do partido que podem dar sua colaboração à gestão de Jackson: Chico Dantas, Mardoqueu Bodano e Ivan Leite. Só lembrando: restam três secretarias a serem preenchidas com titulares: Seplantec, Cultura e Inclusão Social, além do segundo escalão.

Assembleia
no foco
A eleição para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, biênio 2015/16, caminha para ser uma das mais improváveis dos últimos tempos. Todos os pretensos candidatos estão trabalhando com firmeza nos bastidores em busca de votos. O problema é que alguns deles estão envolvidos até a tampa com o Escândalo das Subvenções propagado pelo Ministério Público Federal e enfrentarão a resistência dos deputados novatos que terão direito a voto no início de fevereiro. Até lá, a insistência e a resistência é o que irão prevalecer.
 
Bom pagador
Boa notícia. Um dia depois da divulgação do novo piso salarial dos professores no Brasil, reajustado em 13,01%, o prefeito Hélio Sobral, de Japaratuba, disse que pagará já neste janeiro os R$ 1.917,78 como salário base. Só que apesar de grande atitude, ele está apenas cumprindo o que diz a lei 11.738/2008. Tomara que os demais prefeitos sigam o exemplo.
 
Posse de Angélica
Com seu decreto de nomeação em mãos, assinado pelo governador Jackson Barreto e publicado no Diário Oficial do Estado da última sexta-feira, dia 2, a deputada estadual Angélica Guimarães adentrou ontem à sala do presidente do Tribunal de Contas do Estado, Carlos Pinna, e tratou sobre a posse no posto de conselheira. Pela lei, a partir da publicação do decreto ela tem 30 dias para tomar posse, basta definir, em conjunto com o TCE, a data em que será realizada a sessão especial do Pleno. Tem muita gente de olho nessa definição.

Somos tão jovens
Não há dúvidas de que a entrada em ação dos 657 novos policiais militares representa um ganho significativo não só para a PM, mas para o estado de Sergipe. E ainda mais porque são todos jovens, com pensamentos atualizados, e com a intenção de fazer valer a ideia de uma polícia moderna e atuante.
Segundo o governo, os novos soldados formados na noite de terça-feira representam um acréscimo superior a 15% ao efetivo da Corporação e serão distribuídos nas unidades da PM da capital e do interior.  Do total de novatos, 73 são do sexo feminino. "O ingresso desses novos homens e mulheres, formados durante um período de cinco meses, é um grande ganho para a sociedade sergipana. A população ganha com esta segurança mais efetiva da PM", garante o comandante geral da PM de Sergipe, coronel Maurício Iunes.
De acordo com seus planos, com esses jovens no efetivo será implantada uma nova modalidade de policiamento, com os novos módulos de PAC móvel que deverão ser recebidos no final de fevereiro ou início de março. "Estaremos recebendo mais 32 módulos policiais móveis para que possamos agregar e somar à atividade de segurança pública", informou o comandante.
Em tempo: a solenidade de formatura dos 657 jovens acabou sendo mais especial para os alunos com as três melhores médias no Curso de Formação de Soldados da Polícia Militar. Michele Nunes Santana, 1ª colocada com média 9,66; Daiane Evellyn dos Santos, 2ª colocada com média 9,60; e Hyago Sant'ana Moraes de Freitas, 3º colocado também com média 9,60. Eles foram homenageados pela instituição pelo seu esforço e dedicação. A sociedade espera muito deles.