Efetivo policial

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Publicada em 08/01/2015 às 09:38:00

O número de homens encarregados da segurança dos sergipanos é um dos principais gargalos das políticas públicas voltadas para o setor. O desamparo do interior do Estado é a evidência mais eloquente. Não é a única. Episódios recentes, que transformaram as ruas do centro de Aracaju em cenário de faroeste sangrento, provam que não há privilégio em matéria de insegurança no estado de Sergipe. A formatura de 657soldados da Polícia Militar, realizada anteontem, no entanto, ajuda a remediar tal quadro.
 Maior sinal de que a segurança pública é prioridade para o governo, é a promessa de que novos soldados já foram nomeados. O governador Jackson Barreto fez questão de marcar presença na referida solenidade e informou que em fevereiro terá boas notícias para outros 600 aprovados no último concurso da PM. Demanda para tanta gente não falta em nenhum dos quatro cantos de Sergipe.
 Outra medida que poderia ser tomada imediatamente, no entanto, está relacionado aos homens cedidos para fazer a segurança de poucos. Pelo menos 10% do efetivo da Polícia Militar de Sergipe está fora de combate, a serviço exclusivo de órgãos públicos e autoridades. Nada mais natural, não fosse a acentuada carência de material humano para lidar com o cidadão.
 Impossível garantir a preservação da integridade física, do patrimônio e dos direitos fundamentais dos sergipanos sem a disponibilidade de gente devidamente preparada para lidar com as investidas dos marginais. Por isso os novos soldados da PM devem colocar logo as mãos à obra. E os 657 graduados agora ainda são poucos.