Dogueria apresenta Wander Wildner

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
Wander Wildner sempre vale a pena
Wander Wildner sempre vale a pena

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 09/01/2015 às 00:44:00

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br

Entre idas e vindas. O cantor e compositor Wander Wildner resolveu comer poeira antes de lançar um novo trabalho, já engatilhado, e avisa que vai dar com os costados na pequena. Melhor pra gente. O oitavo disco assinado pelo gaúcho ainda não tem nome definido, mas vai pontuar parte do repertório apresentado na Dogueria do Artista.

Acostumado a tocar em tudo quanto é tipo de espelunca, o trovador promete segurar a onda. Pouco importam as condições do palco, muitas vezes precárias, como ocorreu em sua última visita. Wander Wildner sempre vale a pena.

Na primeira metade do set, baladas certeiras no formato voz e violão. Depois os músicos Rafael Jr, Paulo Groove e Ale Martins (The Classex Brothers) fazem as vezes de banda de apoio e soltam a munheca na companhia do trovador, em mais um punhado de canções. De tudo um pouco. Tem até um cover de Iggy Pop no bolo.
Eu aproveitei pra trocar duas palavras com Mr Wildner. O resultado segue reproduzido abaixo.

Dogueria apresenta Wander Wildner:
Sexta-feira, 16 de janeiro, às 21 horas, na Dogueria do Artista (Avenida Cecília Meireles, 456, Inácio Barbosa)

Jornal do Dia - Muita gente conhece o seu trabalho em função dos serviços prestados à frente dos Replicantes. Como fazer o público se interessar pelo trampo mais recente? É mais tocar um trabalho relevante na condição de vaca sagrada?

Wander Wildner - Procuro compor boas músicas e fazer um bom show. Não me preocupo com o publico, pois gosto não se discute. A pessoa pode gostar ou não das musicas. O publico brasileiro, na maior parte dos casos, gosta das músicas mais conhecidas, as mais velhas, eu prefiro as mais novas!
 
JD - Você já tem um disco novo engatilhado, confere? O repertório dessa aparição aqui em Aracaju inclui alguma inédita?

WW - Sim, o disco está sendo mixado por Alvaro Alencar em Nova York e vai ser lançado dia 2 de março, mas ainda não defini o nome. Vou tocar algumas músicas na parte solo do show.
 
JD - Não é a primeira vez que você se apresenta em Aracaju e, mais uma vez, vai contar com o apoio de uma banda local (das mais competentes, diga-se de passagem). O improviso faz parte da vida on the road? A gravação de seus últimos discos também se beneficiou dessa lógica colaborativa que viabiliza o underground, não é mesmo?
WW - Durante muitos anos fiz shows com bandas locais, pois é dificil viajar com toda a banda pelo país. Nesse caso passo uma lista de músicas e eles ensaiam, na hora tocamos juntos e é sempre um mistério, mas é bacana. Nos meus discos sempre dou liberdade para os amigos/músicos que me acompanham fazerem o que quiserem nas músicas.
 
JD - Eu soube que 'Mocochinchi Folksom' (2013) também foi prensado em vinil. Apesar do modismo relacionado às bolachas, me pareceu uma decisão coerente com a sonoridade de sua discografia. A impressão é responsabilidade minha, claro, mas será que revela uma atmosfera saudosista?

WW - A decisão de lançar um álbum em vinil é puramente por qualidade, que é imensamente superior ao CD. Não faço o bom e velho rock'n'roll, faço música! Crio sempre algo novo, que não existia. Algumas soam rock, outras punk, outras folk, depende do que cada música precisa.