A força do interior na Alese

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Publicada em 10/01/2015 às 08:21:00

Ter representatividade na Assembleia Legislativa desde sempre foi uma realidade das variadas regiões do interior de Sergipe. Há tempos, homens e mulheres com formação política em cidades interioranas ampliam o raio de atuação a partir de suas bases e acabam ganhando destaque no parlamento estadual e até federal. E dessa vez não foi diferente.
Dos 24 eleitos em outubro passado para a Alese, apenas seis (Garibalde Mendonça, Pastor Antônio, Augusto Bezerra, Robson Viana, Ana Lúcia e Francisco Gualberto) teoricamente têm a capital Aracaju como principal base eleitoral. Mesmo assim não deixam de fazer política com frequência em muitas cidades do interior.
E o que isso significa? Significa que a força imposta pelo interior nas decisões políticas do Estado de Sergipe podem mudar, e muito, a realidade de cidades como Lagarto, Itabaiana, Nossa Senhora do Socorro, Glória, Estância e muitas outras. Os cerca de 1milhão de eleitores do interior têm em mãos, através do parlamento estadual, instrumentos legitimados para exigir cada vez mais políticas públicas que favoreçam essas comunidades.

Lagarto, por exemplo, com seus 63.156 eleitores abriu espaço para colocar três deputados na Alese. A partir de fevereiro, Goreti Reis, Gustinho Ribeiro e Valmir Monteiro terão muito mais força e representatividade se forem trabalhar em prol de seu município. Já Itabaiana, com 57.057 eleitores, terá no parlamento os deputados Luciano Bispo e Maria Mendonça, dois veteranos de famílias tradicionais da política que, apesar de rivais, podem engrandecer muito mais a cidade através de suas ações e proposituras.
Já um município como Nossa Senhora do Socorro, com 89.980 eleitores e um crescimento urbano, comercial e industrial que empolga, contará com dois parlamentares na Assembleia. Silvia Fontes e Padre Inaldo, também adversários políticos, serão novatos na Casa legislativa, mas terão em mãos um poder de busca e persuasão nunca visto na história do município da Grande Aracaju.  
Outros municípios menores, mas não menos importantes, também poderão ganhar muito, junto ao Executivo, através de seus representantes legítimos. Esse é o caso de Itabaianinha, com Zezinho Guimarães; Estância, com Gilson Andrade; Nossa Senhora da Glória, com Jairo; Laranjeiras, com Paulinho Filho; Boquim, com Luiz Mitidieri, e até mesmo o oposicionista Venâncio Fonseca; Ribeirópolis, com Georgeo Passos; Japoatã, com Dr. Vanderbal; entre outros.

É bom lembrar que no passado respeitados parlamentares interioranos movimentavam a Assembleia Legislativa com seus bons debates paroquianos, mas quase sempre esqueciam de brigar por desenvolvimento, de fato, para suas regiões. Foi assim com Artur Reis, Cabo Zé e Rozendo Ribeiro, de Lagarto; Renatinho e Luciano de Menininha, de Propriá; os itabaianenses que representavam as famílias Teles de Mendonça, Bispo, Cunha e algumas outras; os representantes de Tobias Barreto, de São Cristóvão, Japaratuba, Ribeirópolis e muitos outros.
Hoje, com as administrações municipais cada vez mais dependentes dos governos estadual e federal, principalmente nas questões de infraestrutura urbana e geração de empregos, os parlamentares precisam ficar atentos às cobranças viáveis e efetivas, e garantir que a força que vem do interior não se transforme em discursos vazios numa tribuna que garante apenas espaço na tv. A chance de mudanças no comportamento dos interioranos está posta.

"A política é uma guerra sem derramamento de sangue, e a guerra uma política com derramamento de sangue"
Mao Tse-Tung

Concurso no TRE
Muito provavelmente ainda no primeiro semestre de 2015 o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE) promoverá um concurso público para servidores do órgão em vários setores. A informação está no site oficial do tribunal. "Todavia, ainda estão em estudo os cargos e a quantidade de vagas", diz a nota da Diretoria-Geral.
Luta inglória
Taí uma luta que não terá fim. Todos os dias os taxistas de Aracaju cobram do prefeito João Aves Filho mais empenho na fiscalização contra os clandestinos e nada muda. Agora eles pedem que seja reajustado o valor da multa para ver se inibe a turma que faz transporte irregular de passageiros na capital e Grande Aracaju. Esse aumento na multa - caso haja fiscalização - está previsto em um Projeto de Lei do Executivo, retirado da pauta de votação da Câmara Municipal de Aracaju no fim dos trabalhos de 2014. Espera-se que na retomada dos trabalhos, em fevereiro, os vereadores possam analisar e votar a proposta. Enquanto isso, os clandestinos vão tomando conta das ruas e dos passageiros.

Baderna organizada
Não são protestantes e sim baderneiros os gatos pingados que se reuniram ontem, por volta das 17h, embaixo do viaduto do DIA e fecharam o trânsito dizendo que se tratava de um protesto contra o reajuste da tarifa de ônibus em Aracaju (foi de R$ 2,35 para R$ 2,70). Depois de vinte minutos de 'protesto', inclusive surrupiando carrinhos de compras do Extra para bloquear a via, eles atearam fogo em objetos no asfalto e saíram correndo em várias direções. Agentes da SMTT e da Guarda Municipal apenas assistiram ao ato e se limitaram a organizar um desvio para os veículos. No fim, apagaram o fogo e liberaram o trânsito no viaduto.

Prêmio de Jornalismo
Os jornalistas sergipanos que pensam em se inscrever para o Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo em Desenvolvimento Regional, edição 2014, têm agora até o dia 27 de fevereiro de 2015 para fazer isso. Podem ser inscritos trabalhos publicados durante o ano passado que abordem ações de desenvolvimento regional e expansão do crédito executadas na área de atuação do Banco - região Nordeste e o Norte de Minas Gerais e Norte do Espírito Santo. A premiação contempla produções publicadas em mídias impressas (categorias texto e fotografia) ou veiculadas em mídias eletrônicas (categorias rádio, TV e Internet). Mais informações no portal do Banco (www.bnb.gov.br).

Crise no Jornalismo
A crise nos jornais impressos é mais séria do que muita gente pensa. Na quinta-feira, 8, o jornal O Globo, um dos maiores do país, dispensou cerca de 160 profissionais, atingindo vários departamentos da empresa, como administrativo e comercial. Na redação, os cortes alcançaram aproximadamente 30 pessoas, entre repórteres e diagramadores. Grandes nomes do jornalismo foram dispensados, como Angelina Nunes, repórter que durante os 23 anos de trabalhos dedicados ao Globo somou conquistas como Prêmio Esso, Prêmio Embratel e Prêmio Vladimir Herzog. O consagrado colunista de cultura Artur Xexéo também foi demitido.

Campo belo
É grande a expectativa do sergipano para a reabertura do estádio Batistão prevista para o início de fevereiro. Em reforma há um ano e meio, a praça de esportes se modernizou e será o orgulho dos amantes do futebol em Sergipe. No jogo de abertura, dia 4 de fevereiro, casa cheia para Confiança e Vitória (BA) pela Copa do Nordeste.

Minha placa
Para muitos amigos e assessores, a presidente da Assembleia Legislativa, Angélica Guimarães, confessava que só deixaria o posto após inaugurar uma obra sua e eternizá-la com uma placa. Dito e feito. Na semana passada ela colocou uma bela placa de metal no hall da Assembleia indicando a inauguração da 'modernização do prédio'. Quanto à reforma do Palácio Fausto Cardoso, onde funciona a Escola do Legislativo, essa demanda mais tempo ainda. Enquanto isso, a posse no cargo de conselheira do Tribunal de Contas vai se aproximando.

Chega de tanto lixo
Enfim, acabou ontem à noite a greve dos garis e margaridas de Aracaju. O acúmulo de lixo nas ruas, em todos os bairros, estava insuportável e a população começou a cobrar providências enérgicas da prefeitura. Foi aí que o vice-prefeito José Carlos Machado entrou em ação e chamou a empresa Torre e os trabalhadores para uma negociação. Sabe-se que haverá ganhos salariais e nos benefícios sociais, mas a sociedade foi quem mais sofreu com o descaso.

Fundação na berlinda
É grave a situação da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) após as sérias denúncias feitas ontem pelo Ministério Público Federal. A Ação Civil Pública apresentada a Justiça Federal destaca graves irregularidades na gestão terceirizada, incluindo uma dívida que chega a R$ 138 milhões. Outras irregularidades praticadas pela gestão compartilhada entre a Secretaria de Estado da Saúde e a FHS, segundo o MPF, dizem respeito ao gasto excessivo com pessoal, acúmulo indevido de cargos públicos, pagamento de horas extras contrariando a legislação, contratos de trabalho em duplicidade e servidores recebendo acima do teto constitucional. A FHS diz que os argumentos do MPF são discutíveis.