Clarke Gable

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O LENDÁRIO ATOR COM JOAN CRAWFORD, EM \"AMOR DE DANÇARINA\"
O LENDÁRIO ATOR COM JOAN CRAWFORD, EM \"AMOR DE DANÇARINA\"

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Publicada em 13/01/2015 às 00:44:00

William Clarke Gable nasceu no dia 01 de fevereiro de 1901, na cidade de Cadiz (Ohio, EUA), filho de fazendeiro de origem alemã. A mãe morre de epilepsia quando ele tem apenas sete anos. E Bill - como era chamado então - ficou dois anos morando com os avós, até que o pai casa de novo. A família muda para Hopelade, também em Ohio.

Quando completa 21 anos, Billy herda 300 dólares do avô e deixa o pai. Já decidira que seu futuro estaria nos palcos e nas telas e não nos poços de petróleo e não vendendo pneus, como vivera até então. Ele descobriu sua verdadeira vocação ao assistir uma peça de teatro. Ficou fascinado e juntou-se a um grupo de teatro, atuando em pequenos papéis.
Nova York era o seu destino, já que queria crescer como ator. Mas seu primeiro emprego foi o de contrarregra, na Broadway. Passa a maior parte do tempo batendo na porta de atores que se tornaram lendas: John e Lionel Barrymore.

Em 1924, Clark conhece a diretora de teatro Josephine Dillon, por quem logo se apaixona, casando-se com ela no dia 13 de dezembro daquele ano. Ele tinha 23 e ela 37 anos. A diferença de idade não foi levada em conta porque ele gostava de mulheres mais velhas. Para ele, "a mulher mais velha viu mais, ouviu mais e sabe mais que a mais inteligente mocinha de rosto bonito e corpo bem feito". Sábias palavras. Ou não?...
O divórcio sai em março de 1930. E o destino se encarrega de desmentir Clark Gable, que casa-se por interesse com a ricaça Rhea Langham, que já tinha sido casada três vezes. Mulher refinada, é ela quem forja a imagem do ator. Casam-se em 30 de março de 1930.

Finalmente sua carreira no cinema decola. Faz um filme atrás do outro e brilha ao lado da divina Greta Garbo em "Susan Lenox" (1931), mas logo Joan Crawford é seu par mais constante, até surgir Claudete Colbert em sua vida, com quem dividiu o estrelato em "Aconteceu Naquela Noite" (1934), de Frank Capra. A comédia romântica foi um dos maiores sucessos dos anos 30.

Em 1939 ele participa a contragosto do filme americano mais comentado de todos os tempos "... E o Vento Levou". Com quatro horas de duração, o longa (e bota longa nisso) dirigido por Victor Fleming, conquistou o público do mundo inteiro. Para Gable, significou a consagração definitiva e, principalmente internacional.
Em 2008, muitos anos depois de sua morte, ocorrida em 16 de novembro de 1960, aos 59  anos, um desses escritores sensacionalistas, publicou um livro, "Clark Gable: Astro Atormentado", atribuindo ao ator uma conduta homossexual. E que geralmente fazia sexo por dinheiro ou interesse, ou seja, seria um prostituto, um michê. E o autor dessa apelativa biografia também erra feio quando afirma que os estúdios blindavam seus contratados. Isso porque ninguém obrigava ninguém a blindar alguém. Fofocas pesadas, verdadeiras ou não, ficam, por conta da revista Confidential, que teve uma versão brasileira nos idos de 50/60.

Quando de sua morte, a aparência de Clarke Gable era de um homem triste. Não lembrava em nada o seu momento de imensa alegria quando recebeu o Oscar de melhor ator por "Aconteceu Naquela Noite" . Era a imagem que sempre ofereceu após a morte de sua bela esposa Carole Lombard em uma desastre aéreo, em 1942.
(Resumo do capítulo 92 do meu livro inédito "101 ícones do cinema que nunca sairão de Cena")