"Precisamos pactuar o que é competência do estado e dos municípios", declara José Sobral

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
O secretário José Sobral inspeciona o Hospital de Urgência
O secretário José Sobral inspeciona o Hospital de Urgência

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 17/01/2015 às 00:36:00

Dando continuidade ao cronograma de visitas às unidades, o secretário de Estado da Saúde, José Sobral, esteve no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) durante toda a manhã desta sexta-feira,16. Durante a visita, o secretário fez questão de ouvir gestores e funcionários a respeito da rotina do hospital e sugestões para a melhoria da assistência.
Ao longo da semana, Sobral se reuniu com o secretário de Saúde de Aracaju, Luciano Paz, visitou o hospital regional de Nossa Senhora de Socorro e a maternidade Nossa Senhora de Lourdes. No encontro com Luciano, José Sobral pediu cooperação da pasta municipal. "Cerca de 80% da demanda de baixa complexidade é proveniente da regional de Aracaju. Se estabelecermos um fluxograma eficiente, nós podemos atender pacientes mais graves de Aracaju e o Município atender casos mais simples. Isso desafoga a nosso fluxo", enfatizou o gestor estadual.

"Vamos continuar fazendo essas visitas, se possível mensalmente. Não há gestão de escritório! Ninguém consegue gerir sem conhecer. O que vi aqui foi uma equipe responsável, atendendo bem os pacientes e a população sendo assistida. Visitei todos os setores. Verificamos locais mais críticos, outros com seus serviços plenamente funcionando. No entanto, identificamos o que podemos investir para melhorar. Nenhum serviço será fechado, o que vamos fazer é discutir gestão", enfatizou o secretário.
Segundo José Sobral, um dos principais problemas da Saúde do país é o financiamento. Desde a queda da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), R$ 40 bilhões anuais deixaram de ser arrecadados pelo Governo Federal para a Saúde do país. Como o Sistema Único de Saúde (SUS) é de responsabilidade tripartite, a não arrecadação deste imposto fez com que Estados e Municípios também fossem prejudicados.
"Temos uma rede instalada que demanda um gasto maior do que a nossa receita. Enquanto não há novos recursos, precisamos otimizar o que temos, tanto em termos de pessoal como de material. Precisamos pactuar o que é competência do Estado e dos municípios", reforçou.

Ações - O secretário detectou a necessidade de um incremento no número de cirurgias ortopédicas. Somente de 2013 para 2014, o Huse registrou um aumento de 336% no número de acidentes motocíclisticos. Como o número de cirurgias não teve como crescer na mesma proporção, isso gerou uma fila de espera. "A violência no trânsito fez com que os números de acidentes aumentassem absurdamente. Nós já estamos traçando uma solução a curtíssimo prazo para resolver este problema", disse.
Outra ação que está sendo finalizada pelo Governo do Estado é a Central de Regulação. Neste complexo, será feita toda a gestão de leitos do Estado. "Hoje, nós já temos uma regulação dentro do âmbito estadual, que pode e deve ser expandida para os municípios. É uma central de inteligência que vai otimizar a utilização da rede. Ela já está sendo testada. Em breve, estaremos entregando".
O diretor geral da Fundação Hospitalar de Saúde, Hans Lobo, acompanhou toda a visita. "Essa administração estará presente junto às necessidades das unidades, queremos verificar in loco o que podemos fazer para melhorar a saúde do povo de Sergipe. De imediato, precisa-se otimizar recursos e insumos", aponta.
Acompanharam a visita a superintendente do Huse, Lycia Diniz, e o diretor operacional da FHS, Cláudio Santos, e o diretor administrativo-financeiro, Evandro Barreto.

Huse - O Hospital de Urgências de Sergipe encerrou o ano de 2014 com cerca de 170 mil atendimentos. Desses, 20.500 pacientes ficaram internados na unidade hospitalar. A ortopedia é um dos serviços mais procurados. No ano passado, foram feitos 10 mil atendimentos, envolvendo acidentes automobilísticos, motociclísticos e atropelamentos. Das vítimas desses acidentes, 3.350 pacientes ficaram internados no hospital.