Uma Thurman

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
O sorriso largo da atriz é contagiante
O sorriso largo da atriz é contagiante

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 20/01/2015 às 00:49:00

O pai da atriz foi o primeiro cidadão dos Estados Unidos a ser ordenado monge budista tibetano e lecionou estudos indo-tibetanos na Universidade de Colúmbia. Foi por isso que ela ganhou o nome de Uma Karuna.
Uma Thurman fazia aulas de teatro e trabalhava um pouco como modelo na época do colégio interno em Massachusetts. Foi lá que ela se apaixonou por um garoto que tinha sido aceito para estudar no Egito. Por isso ela resolveu se inscrever para estudar no Egito também. Mas os organizadores do programa de intercâmbio acharam que ela não se enquadrava no perfil e resolveram não aceitá-la. Na mesma época, ela fez um teste para o seu primeiro papel em um filme e passou. Era um filme independente e de baixo orçamento, chamado Kiss Daddy Goodnight. O carinha por quem ela estava apaixonada foi para o Egito. Uma deixou a escola e iniciou assim sua brilhante carreira cinematográfica que inclui sucessos como " Ligações Perigosas" (1998), "Pulp Fiction 1994), Gattaca (1997) e "Kill Bill" (2005), este, sem dúvida alguma o seu megassucesso.

Logo em seguida surgiu o segundo filme e depois um terceiro. Com John Malcovich e Glenn Close, durante as filmagens de Ligações Perigosas", ela sentia-se intimidada, nos seus 18 anos de idade. E mais ainda quando teve de fazer uma cena de nudez. Mas logo relaxou, entendendo que se tratava de um filme de arte. A produção era baseada em um romance clássico ambientado na França do século 18 e a cena fazia sentido.  No entanto, quando o filme foi lançado houve um sensacionalismo nojento e voyerista em cima dessa cena, o que acabou desviando o foco para outras situações mais rotineiras.
Os filmes "Kill Bill" (1 e 2), de Kentin Tarantino, segundo a atriz, fora uma jornada conjunta. A relação entre ela e o diretor não foi muito fácil, já que Kentin e Uma pertencem a polos totalmente opostos e lidar com essas diferenças foi um desafio estimulante.

O encontro entre Uma e Kentin, segundo ela, foi igual a todos os outros. Sentaram-se à mesa de um restaurante e, algumas horas depois, os funcionários começaram a colocar as cadeiras viradas para o alto como se uma floresta tivesse crescido à volta deles, durante o jantar. Coisa de louco que gerou muitas risadas e discussões. É assim que os gênios se entendem.
Se o cinéfilo analisar "Kill Bill" com cuidado verá que a personagem de Uma Thurman só se ferra. Não é sem razão que, depois das filmagens ela passou nove meses em "eterno sofrimento", fosse ele real ou imaginário. Foi o que a atriz declarou na ocasião.

 Para Uma Thurman é muito interessante continuar aprendendo, o que para ela não é nenhuma regra escrita que carrega consigo para onde for. Ela só tenta estar sempre presente, ter uma grande ética de trabalho e aceitar os fracassos como uma parte necessária do aprendizado. É o que todo artista deve aprender e mais: nada é definitivo; afinal. As coisas que dão certo não são definitivas e as que dão errado, também não.
Pode parecer lugar comum (e o é, com certeza), mas a filosofia de vida de Uma Thurman, uma bela e talentosíssima atriz, é: "Sempre existe um outo dia". Simples assim.
(Resumo do capitulo 93 do meu livro inédito, "101 ícones do Cinema que Nunca sairão de Cena").