Professores da UFS negociam fim da greve com ministra do Planejamento

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Publicada em 20/07/2012 às 14:33:00

Milton Alves Júnior

Docentes de todos os estados se reuniram na manhã de ontem com a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP), Miriam Belchior. Cerca de mil manifestantes ocupavam a entrada principal do Ministério, e entre eles, aproximadamente 40 professores da Universidade Federal de Sergipe (UFS). A fim de mostrar a indignação da categoria, assembléias foram realizadas em cada instituição de ensino, e as reivindicações foram apresentadas pessoalmente à ministra.

Marcos Pedroso, representante do Comando Geral de Greve, se mostrou surpreso com a quantidade de sergipanos nos atos realizados diariamente na capital brasileira. "Além dos professores, podemos nos deparar com servidores federais que atuam em outros órgãos no Estado de Sergipe. Nesse momento, sete servidores, cada um de um órgão diferente, estão entrando para dialogar com a ministra. Continuamos em greve, e na esperança de obter êxito nessa reunião", relatou.

O Governo Federal concedeu parte das pautas pleiteadas, e garantiu que o impacto fiscal da oferta aos professores será de R$ 3,9 bilhões nos próximos três anos. Os cálculos do Planejamento descontam a inflação do período, índices estimados de 4,7% em 2012 e 4,5% em 2013, 2014 e 2015.Na expectativa da administração federal apresentar uma nova proposta, que dessa vez agrade a todos, os professores continuam em greve por tempo indeterminado.

Essa paralisação, que afasta cerca de 30 mil estudantes da UFS, teve início no dia 17 de maio, e completa hoje 65 dias sem aula. "Parece que nós estamos causando todo esse transtorno porque queremos, e na realidade não é bem assim. Se não fosse a precariedade das nossas condições de trabalho, e a não valorização da nossa carreira, podem ter certeza que tudo estaria sendo realizado dentro dos padrões de qualidade", alegou Pedroso.

Conforme informado pelos representantes sergipanos em Brasília, a presidente Dilma Rousseff recomendou que o MP começasse a endurecer o diálogo junto aos grevistas. Visando desviar do Palácio do Planalto esse aspecto negativo, a presidente tenta também vencer esse debate junto à opinião pública. Durante toda essa semana, sindicalistas tentaram estabelecer um encontro direto com os ministros das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, porém a decisão de Dilma foi atendida e os ministros vetaram qualquer reunião paralela.