Operários retomam trabalho no BR-101

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Publicada em 20/07/2012 às 14:34:00

Os 220 trabalhadores do canteiro de obras da BR 101, Km 77, Pedra Branca- Laranjeiras, que trabalham na construção de uma ponte, voltaram às atividades ontem, quinta-feira.

Após a morte de um funcionário - Jailson Dantas Coutinho - e de outro ferido - Alan Batista Santos - em um acidente que aconteceu dia 16 de julho, os trabalhadores pararam para pedir segurança.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Manutenção e Montagem do Estado de Sergipe (Sintepav/SE), Albérico Queiroz, os trabalhadores da empresa A Gaspar S/A querem apenas segurança. Eles temem que mais pessoas morram por conta da negligência da empresa A GASPAR S/A, da qual são contratados.

Essa foi a quarta morte apenas em Sergipe, na duplicação da BR 101. "Os dois homens estavam em um caminhão pipa. O motorista era contratado como apontador, ou seja, estava desviado da função. Ele ainda está internado no Hospital São Lucas, com quadro costelas quebradas. Já o eletricista, que estava sendo levado para um outro ponto da obra, morreu na hora do acidente", relata Albérico.

O caminhão em que eles circulavam estava em péssimo estado de conservação. Freio em apenas duas rodas, pneus em condições precárias e o cinto de segurança era preso por arames.

Omissão - Ainda de acordo com ele, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) se omite na resolução dos problemas. "O Dnit contrata as empresas para execução dos serviços, e por ser contratante deveria fiscalizar, mas isso não acontece", informou.

Já o superintendente do Dnit, José Otávio Soares, discordou da informação do Sindicato. "Repudiamos veementemente o que disse o sindicato, pois temos fiscalizações diárias em todas as nossas obras", assegurou.

Segundo o superintendente, existe um engenheiro do Dnit acompanhando cada contrato da Departamento. "Nesse caso da ponte temos a Drª Patrícia que está de férias, mas existe um substituto fazendo o trabalho.

O engenheiro vai à obra para ver as condições de trabalho e de segurança dos trabalhadores", garantiu Soares.  Sobre o desvio de função do trabalhador Alan Batista Santos, ele não soube responder.