Robert Redford

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BELEZA, TALENTO E SEDUÇÃO, EIS O QUE HÁ DE BOM NO POLÊMICO ATOR
BELEZA, TALENTO E SEDUÇÃO, EIS O QUE HÁ DE BOM NO POLÊMICO ATOR

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Publicada em 28/01/2015 às 00:18:00

Robert Redford e política sempre andaram juntos. Ele é da mesma geração de Jane Fonda e Warren Beatty, astros engajados por excelência. A história os ajudou com farto material de contestação: começaram a trabalhar no cinema em plena gestação dos movimentos pelos direitos civis nos Estados Unidos (onde a democracia é só palavra retórica) e formavam a linha de frente dos novos talentos de Hollywood quando a guerra do Vietnã se tornou assunto número um do país. Poucos anos depois assistiram ao escândalo

Watergate, que derrubou o presidente Richard Nixon, provocando um trauma nacional.
Logo no início de sua carreira no cinema, Redford fez papéis importantes em dois filmes marcadamente "de esquerda":  "Caçada Humana" (1966) e "Willie Boy" (1969). O primeiro é carregado de considerações sobre o poder e reúne nomes identificados com o que os americanos gostam de qualificar de "radical" em termos políticos: o protagonista Marlon Brando, o diretor Arthur Penn (de "Bonnie and Clyde") e a roteirista Lilian Hellman.  Em "Willi Boy", Robert trabalhou com o diretor Abraham Polonsky, um dos nomes da infame lista negra de "comunistas" elaborada pelo desprezível senador Joaeph McCarthy, nos anos 1950. O filme é o que na época se chamava "Western revisionista", aquele que se voltava contra os mitos canonizados durante décadas pelas produções do gênero, sendo o principal deles o genocídio da população indígena praticado impunemente pelos colonizadores brancos. Em tudo semelhante aos que cometeram os "bandeirantes" e seus seguidores, contra os indígenas brasileiros, verdadeiros donos do Brasil.
A propósito, o maior sucesso de Redford nessa fase, "Butch Cassidy" (1969) pode ser considerado uma versão light do "western revisionista". Em "Willie Boy", bem mais sombrio, o ator fazia o papel do xerife branco no encalço do índio que cometera um assassinato ritual.

Robert Redford produziu e atuou em dois retratos clássicos do seu tempo: "O candidato" (1972) e "Todos os homens do Presidente" (1976). Em ambos ficou patente sua obsessão jornalística pela autenticidade e pelos detalhes. No fundo, é a mídia e não a política o maior interesse do ator. Um dos seus filmes mais bem-sucedidos como diretor, "Quiz Show" examinou o mecanismo de manipulação nos programas de pergunta-e-resposta de televisão. Outro, "Rebelião em Milagro", mostra o papel de uma jornalista no jogo de especulação imobiliária que ameaça expulsar fazendeiros hispânicos de uma área do sudeste dos Estados Unidos.

Coerentemente,  Robert criou em 1981 o Festival de Cinema de Sundance para incentivar o cinema independente e, em particular, o documentário. Foi mais um reforço na construção de sua imagem, que alimenta a cada edição da mostra. Há anos o ator utiliza o discurso de inauguração do festival para defender a liberdade de expressão e fazer pronunciamentos políticos. Na abertura da edição de 2007, Redford defendeu um pedido de desculpas dos Estados Unidos ao Iraque por ter invadido o país num ato desumano, cruel e injustificável.
O engajamento político do ator não impediu que ele usasse o seu charme e poder de sedução para conquistar a nossa atriz Sônia Braga, ela que não pode ver um homem bonito que não deseje logo levar pra cama. Os dois tiveram um "affair" dos mais tórridos, prato cheio para os "papparazzis"...
"Resumo do capítulo 94 do meu livro inédito "101 ícones do  Cinema que nunca sairão de cena")