HIV/Aids: antirretroviral 3 em 1 começa a ser disponibilizado em Sergipe

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O gerente do programa Estadual DST/AIDS, Almir Santana
O gerente do programa Estadual DST/AIDS, Almir Santana

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Publicada em 28/01/2015 às 00:23:00

Os pacientes sergipanos com HIV e AIDS que iniciarem o tratamento no Serviço Ambulatorial Especializado (SAE), do Cemar, localizado no bairro Siqueira Campos, receberão o novo antirretroviral que associa três medicamentos em um único comprimido. A medicação é distribuída pelo Ministério da Saúde (MS), foi recebida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) e repassada para a Secretaria da Saúde de Aracaju.    

Foram enviados para Sergipe 33 mil comprimidos para beneficiar 1.100 pacientes soropositivos em tratamento inicial que são cadastrados no SAE. O medicamento contém a dose tripla combinada dos antirretrovirais Tenofovir (300 mg), Lamivudina (300 mg) e Efavirenz (600 mg). Os antirretrovirais têm como objetivo principal a redução da carga viral, que é a quantidade de vírus no sangue, ajudando a melhorar o sistema imunológico e, consequentemente, reduzindo as infecções oportunistas.

De acordo com o gerente do programa Estadual DST/AIDS, Almir Santana, a combinação contribui para a ampliação do tratamento e o uso correto da medicação. "Com essa nova tecnologia, os pacientes precisarão tomar apenas um comprimido uma vez ao dia. Um único medicamento reduz os efeitos colaterais e evita que os pacientes se esqueçam da dose. É de fácil ingestão em é bem aceito pelo organismo dos pacientes", disse Almir Santana.

 "No início da epidemia, muitos pacientes usavam até 40 comprimidos por dia. Eles passavam, praticamente o dia todo tomando remédio, o que fazia que esquecessem um tipo de medicação, abandonassem o tratamento ou acabassem tomando errado", reforçou o médico Almir Santana.
O gerente do programa Estadual DST/AIDS ainda ressaltou que esse medicamento será dispensado somente para pacientes em início de tratamento. "O objetivo do Ministério da Saúde é que o antirretroviral 3 em 1 seja ampliando para os demais pacientes. Ainda não há prazo para que isso aconteça e será feito gradualmente", explicou.  

Prevenção - Ainda segundo o gerente do programa Estadual DST/AIDS, a prevenção é imprescindível.
 "O avanço das tecnologias para o tratamento da AIDS promovem maior qualidade de vida para os pacientes, mas a doença não tem cura. É preciso usar preservativos em todas as relações sexuais e quando a pessoa se expuser ao risco tem que fazer o exame. Quanto mais cedo a doença for descoberta, melhor será o efeito do tratamento e a qualidade de vida da pessoa", destacou Almir Santana.