Jerôme Valcke volta a afirmar que a Copa no Catar será mesmo no inverno

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Publicada em 29/01/2015 às 00:44:00

O secretário-geral da FIFA, Jerôme Valcke, deixou claro novamente, que estava convencido de que a Copa do Mundo de 2022, no Catar, "será disputada no inverno", nesta quarta-feira 28, em entrevista à rádio pública francesa France Info. "Acho que já foi confirmada por outros membros do comitê executivo da FIFA, que esta Copa será disputada no inverno", insistiu.
"Em que parte do inverno? Será no início ou no fim do ano de 2022? Há uma força tarefa reunida em Doha, para falar sobre o assunto em algumas semanas e depois, em março, o comitê executivo da FIFA tomará a decisão final sobre o período exato e as datas exatas do evento", explicou o dirigente.
"Existe uma preocupação em relação aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, e estamos levando vários outros aspectos em conta. Estamos ouvindo a opinião das ligas, dos clubes, dos jogadores, da comissão médica, de todo o mundo do esporte. O evento é daqui a sete anos, e temos que viver com perspectiva dela acontecer no inverno", completou.

Em novembro, Valcke já tinha lançado a força tarefa, mencionando dois períodos possíveis, janeiro-fevereiro ou novembro-dezembro, sendo que o mês de maio também será avaliado.
Um mês depois, a Associação dos Clubes (ECA) e as Ligas Profissionais da Europa (EPFL) sugeriram que o torneio seja disputado entre 5 de maio e 4 de junho, para não atrapalhar o calendário dos campeonatos do continente, onde atuam os principais jogadores que disputam a competição.
A Copa costuma acontecer em junho e julho, como foi o caso no ano passado no Brasil, mas as temperaturas costumam chegar a 50 graus neste período do ano.

Na terça-feira, o Conselho da Europa pediu num relatório para que a FIFA realize uma nova votação para a atribuição do Mundial de 2022, considerando que a escolha foi "profundamente manchada de ilegalidade".
Desde que o Catar foi escolhido para sediar o evento, em 2010, a FIFA vem recebendo uma enxurrada de críticas, entre acusações de corrupção e denúncias de trabalho escravo no país árabe.
Em dezembro, o presidente da FIFA, Joseph Blatter, alegou que precisaria de um "terremoto", para que a entidade retirasse do Catar, a organização da Copa de 2022.