Renda de Divina Pastora atrai artesãs da PB e PE

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Grupo de mulheres busca conhecer o trabalho desenvolvido pelas rendeiras sergipanas
Grupo de mulheres busca conhecer o trabalho desenvolvido pelas rendeiras sergipanas

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Publicada em 06/02/2015 às 15:31:00

Um grupo de artesãs dos estados da Paraíba e Pernambuco estará na cidade de Divina Pastora neste sábado e domingo com o objetivo de conhecer o trabalho desenvolvido pelas mulheres responsáveis pela produção da tradicional renda irlandesa. A visita ocorre por meio de uma parceria entre a organização chilena Procasur e o Sebrae.
O encontro busca também promover um intercâmbio de conhecimentos entre as profissionais por meio do compartilhamento das experiências de gestão, inovação e mercado. As visitantes se dedicam à produção da Renascença, um tipo de renda de origem europeia e que é bastante disseminada, sobretudo, no agreste pernambucano.

A programação do evento inclui apresentações sobre o trabalho realizado pela Procasur, as experiências da Associação para o Desenvolvimento da Renda de Divina Pastora (Asderen) e as ações promovidas pelo Sebrae junto às rendeiras do município.
As atividades prosseguem com a apresentação de técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) sobre o processo de reconhecimento do modo de fazer renda irlandesa como Patrimônio Cultural e Imaterial do Brasil e a sua inclusão no Livro de Saberes.  Vale lembrar que a renda também conquistou em 2013, com o apoio do Sebrae, o Selo de Indicação Geográfica, certificado que garante a procedência e qualidade dos produtos, além de agregar valor e credibilidade ao artesanato.

A renda de agulha em lacê- Renda Irlandesa - chegou a Sergipe por volta do inicio do século XX. Nesse mesmo período, artesãs do município de Divina Pastora aprenderam a técnica e a disseminaram para as mulheres da região. A renda ao longo do tempo foi adquirindo características próprias, o que a diferenciou de todos os tipos de artesanato. Atualmente, cerca de 180 mulheres produzem as peças no município. Estima-se que cerca de 80% da população feminina da cidade esteja de alguma forma envolvida com a atividade.