Motoristas pedem apoio da CMA para regularizar serviço

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Os motoristas entregam documento ao presidente da Câmara
Os motoristas entregam documento ao presidente da Câmara

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Publicada em 21/07/2012 às 03:12:00

Uma comissão de taxistas do bairro Santa Maria esteve na Câmara Municipal de Aracaju (CMA), na manhã desta sexta-feira para solicitar junto à Casa, uma cópia da Indicação nº 84/2012, solicitando a Administração Municipal uma solução para o impasse acerca dos veículos que fazem lotação naquela região. O grupo, formado por Gilberto Oliveira, Hunaldo Lima e Edilson de Jesus, foi recebido pelo presidente da CMA, Emmanuel Nascimento (PT), autor da indicação. "Encaminhamos a indicação com o propósito de que seja estudada uma forma de solucionar o problema, de estudar a viabilidade de regularização dos táxis lotação do Santa Maria", comentou Nascimento.

De acordo com Gilberto Oliveira, Beto, os integrantes da Cooperativa de Transporte Alternativo de Passageiros do Bairro Santa Maria (Coooptasmar), fundada em 2005, vêm lutando há muito tempo para regularizar a situação. "A comunidade do Santa Maria vem lutando há 18 anos para melhorar o transporte de passageiro no bairro. Os táxis de Aracaju, até hoje, não querem entrar no Santa Maria. Nem mesmo quiseram fazer ponto num supermercado que tem lá, que tem ponto de táxis em todas as suas lojas", frisou ele.

Para tentar resolver a situação, pois os táxis lotação da cooperativa são considerados clandestinos e alvos de apreensões e multas por parte da Superitendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), os 85 cooperados fizeram um abaixo assinado e coletaram mais de 15 mil assinaturas entre os moradores. "O que nós queremos é a regularização do sistema. Todos os nossos cooperados são moradores do bairro e lutamos por melhorias da nossa comunidade, que sofre discriminação por parte dos táxis de Aracaju", diz Hunaldo Lima.

Segundo o também cooperado Edilson de Jesus, cada taxista paga R$ 320 de multa na primeira apreensão, mais R$ 85 por transporte ilegal de passageiros e mais R$ 85 do guincho. "A partir da segunda apreensão, a multa sobe para R$ 640, além das duas de R$ 85. Isso torna inviável o nosso trabalho. Não temos como operar o sistema e isso acaba penalizando a própria comunidade do bairro", enfatiza ele. "Esperamos uma posição da prefeitura, diante desta indicação feita por Emmanuel Nascimento", frisa Edilson.