Forró tatuado no braço

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Nação nordestina traduzida no fole
Nação nordestina traduzida no fole

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Publicada em 11/03/2015 às 00:53:00

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br

Silvério Pessoa tem a palavra forró tatuada no braço. Não resume a discografia do pernambucano, aberta a influências diversas, mas oferece uma pista a respeito da relação mantida com a cultura popular nordestina. Quando se lançou ao mundo, à frente da banda Cascabulho, o cantor e compositor já se apresentava como produto das brenhas do interior, um orgulhoso filho de Carmina.

De lá pra cá, muito pouco mudou. Desde o seu primeiro disco solo, 'Bate o Mancá - O povo dos canaviais' (2000), dedicado ao cancioneiro do mestre Jacinto Silva, é a vida e os hábitos dos seus que animam o fole. O próximo lançamento, dedicado a Jackson do Pandeiro, outro mestre indiscutível, ainda não teve data de lançamento divulgada, mas segue na mesma pegada.

Um dia depois do outro, lá se vão quinze anos. Nesse intervalo, Silvério não parou de produzir, sempre fiel aos próprios propósitos artísticos, como atesta o festejado 'No Grau' (2011), no qual amplia o universo da tradição nordestina e investe em uma atmosfera contemporânea, explorando uma batida mais pop, e o anterior 'Cabeça elétrica, coração acústico' (2004), que lhe rendeu o prêmio TIM de Melhor Cantor Regional. Dois pontos altos de uma discografia sem lapsos.

Esta semana, Silvério Pessoa visita a pequena, uma promoção do Projeto Tamar, que festeja 35 anos de trabalho e a soltura de 20 milhões de filhotes de tartarugas marinhas. Com direção de Lindolfo Amaral (leia-se Grupo Imbuaça), o evento contará com a participação do Grupo Imbuaça, da Batucada de São João (Estância/SE), do Barco de fogo (Estância/SE), do Maré Maré (Aracaju/SE), Pilão de Pife (Aracaju/SE), da banda Naurêa (Aracaju/SE) e do cantor Silvério Pessoa (Recife/PE), que representarão os trabalhos realizados nos municípios sergipanos envolvidos na conservação das tartarugas.
Uma festa com a cara da gente e o cheiro do povo, portanto. Bem ao gosto de Silvério Pessoa.

Projeto Tamar comemora 35 anos no Oceanário de Aracaju:
Sexta-feira, 13 de março, a partir das 17h