Petroleiros vão paralisar atividades

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Publicada em 21/07/2012 às 13:03:00

A partir da próxima quarta-feira, 25, aproximadamente 75 mil funcionários do Sistema Petrobras devem promover paralisações intercaladas em diversas plataformas instaladas no litoral brasileiro. É para  cobrar um acréscimo de R$ 2.056 ao piso da cota de Participação de Lucros e Resultados (PLR) de 2011, conforme apresentado essa semana à Federação Única dos Petroleiros (FUP) e à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). No Estado de Sergipe, assembléias entre os servidores foram realizadas na capital, e algumas cidades do interior, como Carmópolis, Pirambu e Estância.

Roberto Aguiar, assessor de comunicação do Sindicato dos Petroleiros de Sergipe (Sindipetro/SE), espera que a categoria possa se unir para pleitear melhores remunerações para todos. Caso a paralisação de fato ocorra, os petroleiros devem realizar suspensões nas atividades de até duas horas por dia. "Essa greve geral pode atrasar mais ainda os projetos da Petrobras, não é o que desejamos, porém para conquistar nossos objetivos, alguns sacrifícios devem ser protagonizados", informou. Segundo calendário do sindicato, paralisações já estavam prontas para serem realizadas nos Estados de Sergipe e Alagoas, mas diante dos debates técnicos ainda em andamento, elas foram adiadas.

Posição - A divisão entre os próprios servidores só se tornou possível após a presidente da empresa estatal, Graça Foster, e o diretor Corporativo e de Serviços, José Eduardo Dutra, se reuniram com as lideranças petroleiras a fim de tentar convencê-las a não aderir ao movimento. De início, a estratégia não surtiu efeito, porém com o passar dos dias o cenário foi apresentando mudanças. "Atualmente alguns membros ligados às federações estão apresentando posicionamentos diferentes, mas vamos continuar nossos debates para encontrar uma melhor saída para os nossos problemas, como também, conquistar êxito nas reivindicações", pontuou.

Sobre aviso, servidores que trabalham em Sergipe continuam na expectativa por uma definição a ser apresentada por representantes da categoria que estão pessoalmente debatendo as pautas junto aos administradores da Petrobras. A tendência é que na próxima terça-feira, 24, uma decisão nacional seja apresentada pela FUP e FNP.