A crise da água

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Publicada em 23/03/2015 às 11:15:00

Hoje, 22 de março, Dia Mundial da Água, as torneiras estão secas em boa parte do Brasil. Falta água e sobra embromação. Reservatórios no volume morto, usinas operando "a fio d'água", de acordo com a topografia do terreno e o volume de entrada. Apesar do cenário dramático, a Agência reguladora não possui nenhuma estratégia definida para enfrentar o problema. Até agora, a única providência visível dos entes públicos resta resumida em apelos à consciência individual do cidadão e malabarismos semânticos.


Felizmente, para os sergipanos, a crise hídrica não vai bater à nossa porta. Segundo a Companhia de Abastecimento de Sergipe (Deso), mesmo que não caia uma gota de chuva do céu azul que guarda o pequeno território sergipano, a barragem do Rio Poxim garante pelo menos seis meses de água tratada para os nossos. Bom saber.


 Não foi obra do espírito santo. Só na construção da barragem, sem mencionar a duplicação da adutora do São Francisco, foram investidos R$ 85 milhões. Dinheiro muito bem empregado. O empreendimento é responsável por elevar o fluxo de água no rio dos atuais 580 litros por segundo para 1.200 litros. "Não é uma obra visível, com marco em concreto, mas é uma obra que melhora a qualidade de vida da população, que terá água boa em casa", como bem lembrou o governador Jackson Barreto.


A água que mata a sede dos sergipanos não caiu do céu, por assim dizer. Para garantir o mínimo de segurança no abastecimento dos principais aglomerados populacionais do Estado, as autoridades arregaçaram as mangas e fizeram a parte que lhes cabe nessa história toda. Disposição que, aparentemente, anda em falta por aí afora.