Cope confirma que investigava alagoano morto no Rosa Elze

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Publicada em 24/03/2015 às 10:52:00

A Polícia Civil apresentou ontem os detalhes da operação policial deflagrada no último sábado em São Cristóvão (Grande Aracaju), que terminou com um suspeito morto e outro preso. Os dois eram foragidos da Justiça de Alagoas e são acusados de integrarem um grupo responsável por explosões de agências bancárias, roubos de carros e de gado, assaltos em feiras livres e assassinatos cometidos em pelo menos 10 cidades sergipanas e alagoanas. Os dois acusados estavam em um quarto de vila no bairro Roza Elze, próximo ao campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS), onde estavam instalados há pelo menos duas semanas, conforme as investigações.

O local foi cercado por policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), de Sergipe, e do Grupo Estadual de Combate as Organizações Criminosas (Gecoc), de Alagoas. Um dos suspeitos, Arnaldo Paulo da Silva, 33 anos, apontado como líder do bando, foi o que morreu durante a operação, após trocar tiros com os agentes. Segundo o delegado Jonathas Evangelista, diretor do Cope, Arnaldo estava com uma pistola calibre 9 milímetros, de uso exclusivo da polícia, e usou-a para reagir à abordagem dos agentes, que reagiram e o atingiram. O objetivo dos policiais alagoanos era cumprir um mandado de prisão expedido contra Arnaldo pela Comarca de Girau do Ponciano (AL).

O segundo suspeito, que acabou preso, é Sandro José da Silva, o "Pitbull", que também era investigado pelas duas polícias. Jonathas confirmou que Sandro foi autuado em flagrante por associação criminosa. "Temos provas e indícios da participação dele na quadrilha. Vamos tentar identificar os crimes que ele participou, mas existe a suspeita de que ele fazia levantamentos sobre ações de explosões de caixas eletrônicos", destacou ele, confirmando ainda que Sandro também fornecia armas para as ações da quadrilha, enquanto Arnaldo comandava as ações e executava algumas, como a de criar dificuldades para a perseguição da polícia.

O delegado afirma que o grupo de Arnaldo e "Pitbull" pode ser o autor das duas explosões de caixas eletrônicos realizadas por criminosos em Sergipe neste ano: a da agência do Banese em Siriri (Vale do Cotinguiba), em 1º de março, e a do Banco do Brasil em Propriá (Baixo São Francisco), uma semana depois. "A quadrilha já era conhecida pela atuação que eles tinham em Alagoas e temos notícias da participação deles em Siriri e em Propriá. Acreditamos que eles vieram pra cá para fazer levantamentos e continuar a carreira de crimes aqui no Estado. Os demais integrantes estão sendo procurados e podem ser presos lá em Alagoas", destaca Jonathas.

Além da pistola, os policiais aprenderam três caixas contendo semijoias provavelmente roubadas em casas comerciais do interior alagoano. "Encontramos também um relógio que foi roubado pelo bando de um médico que transitava no município alagoano de Igreja Nova. Na oportunidade, eles levaram ainda o veículo do médico, um Ford Fusion, e um aparelho de ultrassonografia que estava no veículo", informa o delegado. (Gabriel Damásio, com SSP)