O Canal de Xingó

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 27/03/2015 às 11:12:00

A água entrou de uma vez na ordem do dia. E, aparentemente, ao menos enquanto persistir a crise hídrica que maltrata a tantos, vai demorar pra sair. Em tal contexto, qualquer investimento realizado no sentido de promover o mínimo de segurança ao cidadão é ressaltado por contraste. Caso do Canal de Xingo. Uma iniciativa que poderia servir de exemplo País afora.

O sertão vai virar mar, por assim dizer. A água que falta em alguns centros urbanos deve jorrar em abundância no semiárido sergipano, por obra do Canal de Xingó. Segundo o projeto apresentado ontem no auditório da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), em Aracaju, o investimento estimado em R$ 2,4 bilhões deve ser suficiente para garantir água para abastecimento humano e desenvolvimento econômico no semiárido.

Por enquanto, é apenas um projeto. Mas segundo o secretário-executivo da Área de Desenvolvimento Integrado e Infraestrutura da Codevasf, Luiz Augusto Fernandes, pecuária e agroindústria seriam apenas os setores beneficiados imediatamente, a justificar o montante investido. Ele garante que assentamentos rurais e perímetros irrigados, além de outras atividades econômicas poderiam usufruir do precioso líquido. Todo mundo sairia ganhando.
A vocação econômica do semiárido, explorada em benefício de todos. Os 300 quilômetros de extensão do Canal de Xingo prometem mudar não apenas a fisionomia de uma região potencialmente produtiva, apesar de todos os pesares, mas também a noção corrente a respeito do nordeste profundo.