Professores planejam greve a partir de maio

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Publicada em 27/03/2015 às 11:33:00

Milton Alves Júnior

Sem entrar em acordo, professores e Governo do Estado de Sergipe voltam a travar batalha por reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Nas últimas 48 horas o secretário Jorge Carvalho do Nascimento esteve reunido com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial de Ensino (Sintese), mas nenhuma ação administrativa que agradasse a categoria foi apresentada. Ao não atender aos pleitos dos docentes, ao menos nesse momento, a direção sindical já comunica greve geral para o próximo dia 15 de maio. Já a Secretaria de Estado da Educação (Seed) garante que o secretário e demais gestores estaduais permanecem disponíveis para participar de novas reuniões estratégicas e evitar retrocessos que prejudiquem a educação pública.

 Em reunião realizada na noite da última quarta-feira, 25, na Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), os professores não identificaram novidades. Jorge Carvalho, para os manifestantes, foi ao encontro com um discurso e conjunto de propostas iguais aos já apresentados anteriormente. Na opinião de Roberto Silva dos Santos, dirigente do Sintese, a possibilidade de greve por tempo indeterminado não pode ser descartada, mas é atitude a ser debatida em assembleia extraordinária.

Destinar o reajuste salarial de 13,01% apenas para docentes de nível médio é entrar em grande discórdia com a categoria, garante o Sintese. "Ano passado Jackson Barreto nos atendeu e concedeu o aumento integral para todos os níveis trabalhistas, voltar a cometer esse erro é ter certeza que inicia-se nesse momento mais um período de crise e desavenças. Quando achávamos que o secretário traria novidades nada foi apresentado e os professores não estão nada satisfeitos, essa é a situação", disse.

Como se não bastasse esse impasse salarial antigo, o repasse de unidades escolares estaduais do Ensino Fundamental para os municípios tem causado dor de cabeça para milhares de docentes. A categoria avalia perdas trabalhistas e contínuo declínio da educação pública em todos os 75 municípios sergipanos.

Conforme denúncias do Sintese, até a semana passada 25 escolas de responsabilidade estadual já haviam sido transferidas para os municípios. Sobre este caso, o sindicato garante que questionou o secretário quanto ao futuro trabalhista dos professores, mas o Estado não teria resposta a apresentar até o presente momento.

Ao Jornal do Dia a Assessoria de Comunicação da Seed informou que a direção da pasta permanece interessada em debater as pautas. "Os diálogos devem continuar a partir do momento que o Sintese busque um novo encontro com o secretário Jorge Carvalho e demais técnicos da secretaria. O governo mostra-se interessado em abrir as portas para o debate com o princípio básico de atuar junto com os professores para o progresso da educação estadual", informou a Ascom.