Movimentos trabalhistas e sociais farão mobilização hoje

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 07/04/2015 às 16:08:00

Movimentos sociais e trabalhistas sergipanos se unem para o dia nacional de lutas marcado para esta terça-feira, dia 7. O ato acontecerá em todo o Brasil como um marco contra votação do Projeto de Lei 4330 que trata da ampliação da terceirização para todos os níveis da atividade trabalhista. A classe trabalhadora caminhará nas ruas de Aracaju para conscientizar a sociedade sobre os prejuízos que esse projeto representa para os trabalhadores brasileiros.

Além disso, os trabalhadores caminharão em defesa da democracia brasileira, da Petrobras, pela reforma agrária, pelo combate à corrupção, manutenção e ampliação dos direitos dos trabalhadores, democratização da Comunicação, pela Constituinte e pela reforma política. A luta contra o retrocesso, contra o golpe e contra a corrupção é de todos e todas.
A concentração do ato público será na praça entre os mercados no Centro de Aracaju a partir das 15h.

Cenário diferente - O presidente da CUT/SE, Rubens Marques, fez uma reflexão traçando um paralelo entre as manifestações de junho de 2013 e as que estão ocorrendo este ano. "Hoje temos um cenário diferente. Em 2013 foi-se às ruas por mais políticas públicas, por mais participação do Estado. O que vemos hoje é que a luta de classe está declarada e que o discurso do ódio e da intolerância tem calcado muitas das manifestações", apontou.

Ele conclamou a "unidade da esquerda brasileira", pois não dá para "ficar omisso em um momento de crise". Além disso, apontou que há sim um cenário de golpe, mas não se espere que isso venha dos militares com os "tanques na rua". Para ele o golpe virá através do Judiciário, do Congresso Nacional ou de uma articulação de ambos, a exemplo do ocorrido em Honduras e no Paraguai.

O representante dos trabalhadores no debate voltou a frisar que a luta é para manter o estado democrático de direito e que haja mudanças que garantam e ampliem os direitos dos trabalhadores. "Vamos para as ruas para dizer que não aceitamos direitos a menos", afirmou. A mesma linha de raciocínio foi defendida por Gislene Reis enfatizando que as reformas necessárias para se suplantar as desigualdades somente irão acontecer se houver mobilização da sociedade nas ruas.