Trabalhadores da UFS farão greve de 72 horas

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Publicada em 08/04/2015 às 09:39:00

Profissionais da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em parceria com servidores do Hospital Universitário (HU), decidiram ontem decretar paralisação geral por 72 horas. A greve foi oficializada por técnicos administrativos em educação da instituição federal que se mostram contra o projeto de lei 4330/2004 que visa regulamentar contratos de terceirização no mercado de trabalho. Ao todo, cerca de 50 servidores se aglomeraram em frente à UFS, campus São Cristóvão, para exigir também a implementação das 30 horas de trabalho e a defesa do HU contra a privatização. Todo o ato público foi coordenado pela direção do Sindicato dos Trabalhadores Técnicos Administrativos da Universidade Federal de Sergipe (Sintufs).

Paralelo ao ato do Sintufs, membros da Associação dos Docentes da UFS (Adufs) estiveram reunidos nas dependências da própria instituição para alertar a população, através da imprensa, que a categoria pode parar as atividades por tempo indeterminado já neste mês de abril. Durante o evento foi garantido que os professores estão mobilizados a fim de organizar a Jornada de Lutas para denunciar o corte de verbas de R$ 22,7 bilhões dos serviços públicos. Destes, R$ 7 bilhões são da educação. Conforme avaliação da categoria, a ação federal trata-se de uma péssima medida para o país que se intitula "Pátria Educadora". Antes de decretar a paralisação, a associação pretende realizar já na próxima semana sucessivas plenárias com o propósito de debater o pleito de forma inteligente e coletiva.

Em atos distintos, a Adufs também se mostra insatisfeita com o PL 4330, liderado pelo deputado federal pelo PR de Sergipe, Laércio Oliveira, e pede que o processo seja arquivado pelo Congresso Nacional. Na pauta de reivindicações dos docentes consta ainda: Contra os cortes no orçamento das verbas da educação e saúde; Contra o ajuste fiscal e as reformas dos governos federal, estaduais e municipais; Revogação das MPs 664 e 665, que atacam o seguro desemprego, o PIS, as aposentadorias e pensões; Pelo fim das demissões e pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários; e Pela suspensão do pagamento da dívida pública aos banqueiros. Dando sequência a programação de atos, acontece hoje no Hospital Universitário mais uma mobilização dos servidores federais.