Ficou barato

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Publicada em 11/04/2015 às 11:17:00

Ainda ficou muito barato para a Energisa. A 1ª Vara Federal da Seção Judiciária de Sergipe determinou que a distribuidora deve pagar multa diária de R$ 200 caso efetue novamente qualquer corte de energia nos campi da Universidade Federal de Sergipe (UFS). A decisão confirma o entendimento jurídico de que instituições que prestam serviços considerados essenciais não devem sofrer desagravos que interrompam o serviço de utilidade pública que prestam, como é o caso das atividades de ensino, além do atendimento médico que acontece no Hospital Universitário (HU). Irretocável. Salvo o valor irrisório da multa.

A Energisa é conhecida entre os sergipanos pelos lapsos constantes no fornecimento de energia elétrica. Nas áreas mais problemáticas, como no bairro Atalaia, por exemplo, não há residência sem fósforos e velas sempre à mão, prontas para remediar a falta. Ali, todos sabem, o serviço pode ser interrompido a qualquer momento. Sem aviso prévio.

O caso em questão, entretanto, é ainda mais grave. Concessionária de um produto indispensável a qualquer atividade produtiva, a Energisa submeteu a UFS a constrangimentos de todas as ordens, como se amparada por leis inconsequentes que lhe permitissem interromper o fornecimento quando bem entendesse, como autêntica proprietária da matriz energética brasileira.

Mais do que uma compensação pecuniária pelos constrangimentos e perdas, a Energisa deve satisfações aos corpos discente e docente da UFS. Eventuais imbróglios administrativos e contratuais não podem pesar mais do que a produção de conhecimento. A concessionária distribui energia elétrica pelos quatro cantos de Sergipe, mas as luzes acesas por uma instituição com a natureza das universidades públicas certamente iluminam muito mais gente.