Ministério da Saúde vai investigar esquema denunciado na Lava Jato

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Publicada em 11/04/2015 às 11:56:00

Ivan Richard
Agência Brasil

Um dos alvos da 11ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada ontem (10) pela Polícia Federal (PF), o Ministério da Saúde divulgou nota informando que abriu apuração interna para analisar as denúncias de irregularidades e avaliar as medidas cabíveis, caso se comprove a existência de um esquema criminoso de fraude em contratos de publicidade da pasta.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF) e a PF, escutas telefônicas e depoimentos de presos em etapas anteriores da Lava Jato revelam que a agência de publicidade Borghierh Lowe Propaganda e Marketing Ltda., uma das responsáveis pelas contas publicitárias do ministério, repassava propina para o deputado cassado André Vargas (sem partido-PR). Vargas foi um dos sete presos hoje pela PF.

Em nota, a assessoria de imprensa da pasta informou que a contratação de agências de publicidade para campanhas de utilidade pública "cumprem todos os requisitos exigidos na legislação de licitação" e que a última concorrência pública foi feita em 2010. Segundo o órgão, o certame selecionou quatro agências que assinaram contratos de vigência de um ano, que podem ser renovados por até cinco anos.

"As informações dos contratos de publicidade do período em análise pela Polícia Federal serão encaminhados à Controladoria-Geral da União e Polícia Federal e ficarão à disposição dos demais órgãos de controle, como Tribunal de Contas da União e Ministério Público, para reforçar as medidas de controle e auxiliar nas investigações", diz trecho da nota.

No documento, o ministério nega a existência de contrato da pasta com a empresa Labogen. De acordo com a PF, a empresa firmou parceria com a pasta para fabricação no Brasil e o fornecimento ao Ministério da Saúde do medicamento citrato de sildenafila, que seria feito pela Labogen em associação com a empresa EMS S/A e o Laboratório Farmacêutico da Marinha (LFM).