Servidores da UFS cobram jornada de trabalho de 30 horas

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Publicada em 18/04/2015 às 10:51:00

Na bronca com o Conselho Superior da Universidade Federal de Sergipe (Consu/UFS), servidores filiados ao Sindicato dos Trabalhadores da UFS realizaram na manhã de ontem mais um ato público contra a demora na implantação de carga horária de 30 horas para os profissionais. Reunida nos corredores da Reitoria, a categoria tentou pressionar o professor reitor Ângelo Antoniolli a fim de acelerar o processo burocrático e gerar os avanços pleiteados pelos servidores. Por sua vez, a direção da UFS avaliou a mobilização como natural em um país democrático, mas destacou que juristas da Procuradoria Geral analisaram as informações apresentadas e identificaram ausências de documentos necessários, além de constatar justificativas pouco fundamentadas.

Diante dos impasses, a direção do Conselho Universitário da UFS esteve reunida no final da manhã de ontem com o propósito de analisar de forma cautelosa onde estariam as possíveis pendências sem fundamento declaradas pela Procuradoria Geral. Apesar das explicações apresentadas pela Assessoria de Comunicação da instituição federal, os funcionários alegam que este tipo de conduta tem sido utilizado com frequência pelos diretores da federal e que falta compromisso com o trabalhador. Insatisfeitos com a situação recorrente, os servidores devem manter a mobilização em estado de alerta e não descartam a possibilidade de paralisação por tempo indeterminado caso as reivindicações não sejam respeitadas, conforme garantido em reuniões realizadas nos últimos 10 meses.

Coordenando a mobilização, Lucas Gama, presidente do Sintufs lamentou a atual situação vivenciada por dezenas de trabalhadores e disse não compactuar com as declarações feitas por assessores do reitor. O representante da categoria alega que há mais de um ano os trabalhadores aguardam pelos mesmos benefícios já conquistados por colegas que atuam na Universidade Federal da Bahia (UFBA), e na Universidade de Brasília (UnB). "A gente não consegue entender porque, quase um ano depois de aprovada, a jornada de trabalho de 30 horas ainda não foi adotada. Não conseguimos encontrar outro motivo a não ser o conservadorismo da gestão da Reitoria. Promessas feitas em reunião entre o sindicato e o próprio reitor continuam apenas no papel e essa demora tem incomodado a todos os servidores que aguardam por essa mudança", disse.