Estado avalia impacto da mancha escura no rio São Francisco

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 18/04/2015 às 10:55:00

Técnicos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) acompanharam, por determinação do governador Jackson Barreto, a equipe da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), para avaliar a dimensão e o impacto da mancha escura que está se alastrando pelo rio São Francisco. Até o momento, estima-se que a mancha esteja a uma distância de 50 km da área que banha Sergipe.

Na última quinta-feira, 16, eles passaram pelos municípios de Piranhas, Delmiro Gouvêia e Olho D'Água do Casado, em Alagoas; Canindé de São Francisco, em Sergipe; e Paulo Afonso, na Bahia. "Foram colhidas amostras da água em três pontos distintos, sendo dois atingidos pela mancha e outro da barragem de Xingó, que ainda não foi afetada", disse a coordenadora de outorga e vistoria da Semarh, Renilda Rezende.

De acordo com o chefe de laboratório da Adema, Péricles Azevedo, foi observada nas áreas atingidas a presença de algas. "Identificaremos a espécie e as respectivas características para avaliar se são nocivas ao meio ambiente e ao ser humano", disse.

O chefe de laboratório ainda explicou que serão feitas análises fisico-químicas da água para avaliar os parâmentos de nitrogênio amoniacal, fósforo total, oxigênio dissolvido e demanda bioquímica de oxigênio e ph. "Essas avaliações nos permitirá identificar o grau de degradação ambiental desse corpo aquático". O laudo da Adema deve ser emitido em um prazo de até 10 dias.

"Estamos acompanhando esse caso de perto. O rio São Francisco é muito importante e exerce múltipla função em Sergipe, servindo para consumo humano, dessedentação animal e irrigação", destacou o secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Olivier Chagas.

Entenda a mancha - A responsabilidade da mancha escura que atingiu o maior rio do Nordeste está sendo atribuída, pelo Instituto de Meio Ambiente de Alagoas, à Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) em decorrência do despejo, realizado no dia 22 de fevereiro, de sedimentos que estariam sendo acumulados no reservatório do lago Belvedere. A Chesf tem negado essa informação.

A mancha está sendo considerada pelo IMA como um dos maiores danos ambientais já registrados no rio. Neste momento, técnicos de entidades ambientalistas estão no local fazendo testes para identificar as causas e consequências desse fenômeno. Em Sergipe, até o momento, nenhuma das cidades abastecidas pelo rio teve o fornecimento de água afetado.