Professores estaduais de São Paulo decidem permanecer em greve

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Publicada em 18/04/2015 às 10:58:00

Elaine Patricia Cruz
Agência Brasil

Os professores da rede estadual de ensino de São Paulo decidiram ontem (17) pela continuidade da paralisação, após mais uma assembleia realizada à tarde, no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Em greve desde o dia13 de março, os professores reivindicam aumento salarial de 75,33%.

Além da manutenção da greve, eles aprovaram uma nova assembleia para a próxima sexta-feira (24), às 14h, no Masp. Um dia antes, os professores devem se reunir com representantes do governo paulista na sede da Secretaria Estadual da Educação, na Praça da República.

Na assembleia de ontem, os professores carregavam várias faixas e um caixão, onde escreveram a mensagem "Aqui jaz a educação". Durante o protesto, o governador Geraldo Alckmin foi vaiado.

Em um momento de tensão, os professores estranharam a presença de uma tropa especial da Polícia Militar, normalmente chamada para atuar em manifestações e, temendo confronto, pediram a retirada dos soldados.
Na quarta-feira (15), eles ocuparam a sede da Assembleia Legislativa, após audiência pública sobre a greve. Os professores dormiram no Plenário Juscelino Kubitschek, onde permaneceram até a noite de quinta (16).

Segundo o sindicato da categoria, o objetivo da ocupação da sede do Legislativo foi pressionar o governo estadual pela abertura de negociação. Na próxima quarta-feira (22), às 16h, os professores participam de mais uma audiência pública na Assembleia Legislativa.