O MP, SUA ATIVIDADE-FIM E AS FLORES E ACEPIPES

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Publicada em 26/04/2015 às 00:48:00

Evidente que a atividade-fim do Ministério Público não seria fazer cortesias, distribuindo flores ou promovendo festas, gastando com rosas crisântemos e orquídeas, 31 mil reais em um ano, 42 mil com filmagens de eventos. Com salgadinhos e outros acepipes, mais de 120 mil reais, com passagens, 310 mil reais. Mais 530 mil com diárias. Para contratar serviços de ¨moto-boy¨ se fez licitação, depois anulada, prevendo-se gasto de quase 665 mil reais. Sobre esses dispêndios ocorridos em 2014, o zeloso procurador Celso Luis Dória Leó, presidente da comissão de assuntos administrativos do MP, fez um minucioso e sintomático relatório, no qual afirma que não ocorreram irregularidades sob o aspecto contábil e de licitações, mas, observa que é lícito indagar-se sobre a conveniência e oportunidade para o Ministério Público e para a coletividade dos dispêndios que destacou.
O procurador Celso Leó assim concluiu o seu judicioso relatório: ¨Encerramos a presente manifestação com o voto de que as observações sejam recebidas na qualidade de contribuição aos esforços para que as verbas disponíveis sejam sempre utilizadas no melhor interesse desta instituição, de forma que, doravante, as despesas referidas sejam reduzidas ou mesmo extintas, considerando-se o atual contexto de recessão econômica¨. Os procuradores José Carlos Oliveira Filho, Maria Cristina da Gama e Silva Foz Mendonça, Josenias França do Nascimento e Maria Conceição de Figueiredo Rolemberg elogiaram o relatório do procurador Celso Dória.
O procurador geral José Rony Silva Almeida, austero e rígido em relação a gastos, disse que a absoluta prioridade na atividade fim do Ministério Público será o marco e o compromisso da sua administração, e para essas atividades que são a finalidade precípua do MP, é que serão exclusivamente destinados os recursos disponíveis.