COMO ATRAIR INVESTIMENTOS SEM CONCEDER INCENTIVOS FISCAIS (2)

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Publicada em 26/04/2015 às 00:48:00

Caso fosse feito o que sugere o sindicato dos auditores na campanha que promove condenando os incentivos fiscais, perderíamos, a médio prazo, algo em torno de 50 mil empregos. A guerra fiscal (este sim um assunto que merece ser debatido) se trava não somente entre estados nordestinos, na verdade todos os entes da federação dela participam, e de forma intensa. Na hora em que Sergipe suspendesse os incentivos, outros estados, principalmente aqui, os nossos vizinhos, Bahia e Alagoas, ofereceriam tudo, e até mais, do que os empresários deixariam de ter em Sergipe.  Começaria uma migração de empresas aqui instaladas. Uma Call-Center, como a Alma Viva, por exemplo, que ocupou instalações de uma fábrica falida, e ali rapidamente pôs a funcionar o seu sistema que atende a bancos, a cartões de crédito, a variadas empresas, gerando a curto prazo mais de 4 mil empregos, aqui não estaria, se não houvesse incentivos. Recentemente, duas grandes empresas há algum tempo instaladas em Sergipe, quase se transferem para outros estados, porque lá eles ofereciam maiores vantagens. Poderá esse sistema como hoje é praticado, não ser o hoje o melhor modelo, mas é ele que está em vigor, e fora dele não há como pensar em atrair novas empresas para Sergipe, e aqui segurar as que já estão instaladas.
A JAC Motors, uma chinesa fabricante de veículos, deverá instalar-se na Bahia.  Foi disputada por Pernambuco, Ceará, aqui no nordeste, e outros do sul, sudeste e centro- oeste.
Além de incentivos que incluem a montagem de parte da infraestrutura pelo governo baiano, a JAC Motors receberá do fundo de desenvolvimento da Bahia um financiamento com juros diminutos e amortização a perder de vista.   Serão mais de cem milhões de reais. A JAC Motors vai ampliar o parque automotivo baiano, resultante de tantos e até bem generosos incentivos concedidos. Os efeitos multiplicadores gerados pelas fabricas de automóveis na Bahia, se irradiam para além do estado, e Sergipe já se beneficia com a instalação aqui da Yazaki, multinacional japonesa, que produz em Socorro peças, na maior parte destinadas às fábricas da Bahia e Pernambuco.  Em Simão Dias instalou-se também uma indústria de peças.  
Sem conceder incentivos, Sergipe teria o sucesso que vem registrando na atração de investimentos?  (Continua)