DE JAMES BOND A PAULO ROBERTO COSTA

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Publicada em 26/04/2015 às 00:51:00

007, o agente se-creto James Bond, recebeu da Coroa Inglesa autorização para matar. Ele sai pelo mundo matando a torto e a direito todos os solertes inimigos: aqueles que representam perigo para a estabilidade e a abençoada paz do mundo ocidental, onde estão as virtudes que devem ser preservadas contra as ameaças externas. Tudo não passa, porém, da ficção poderosamente imaginativa do escritor Ian Fleming.
A arte imita a vida.   Bond e a sua mínima pistola Walther 7.65 que ele usa para matar inimigos com plena autorização da Coroa, resultam, apenas, da criatividade de um bem sucedido novelista. Mas a vida também imita a arte.  A história registra que reis e rainhas britânicos autorizaram a expedição de ¨Cartas de Corso¨ para que flibusteiros saíssem pelos mares apressando navios, pilhando cargas, aprisionando e matando as suas tripulações, desde, porém, que as embarcações não estivessem sob bandeira inglesa. A autorização real era para matar e roubar amplamente, desde que não se afetassem vidas e propriedades inglesas.
Paulo Roberto Costa, o diretor da PETROBRAS, parece ser o grande flibusteiro da República, portador de uma autorização ampla, geral e irrestrita, para o assalto aos cofres nacionais.
Sem essa ¨Carta de Corso¨ para atuar na complacente PETROBRAS, que lhe foi concedida por preeminentes figuras, seria inimaginável que o flibusteiro ¨republicano ¨ tivesse a capacidade para roubar tanto, e redistribuir a pilhagem, e que a PETROBRAS seja uma empresa tão deploravelmente administrada sem condições para detectar, pelo menos, indícios das irregularidades, apesar da desavergonhada ostentação de riqueza que faziam Paulo Roberto e os seus sequazes.