DOIS NOVOS ESTANCIANOS

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Publicada em 01/05/2015 às 00:53:00

Carlos Pinna de Assis já era estanciano por opção. Restava-lhe o reconhecimento formal que agora a Câmara de Vereadores lhe concedeu. Há mais de 30 anos Carlos Pinna e sua mulher Raquel fizeram morada no Saco, para o tempo de lazer. Homem de cultura e que tem curiosidade e interesse por tudo que o cerca, integrou-se à comunidade, aos pescadores, ao círculo de fieis que frequentam a igrejinha do povoado.  Andou a navegar pelos rios, a ver os mangues ameaçados, a constatar as difíceis condições de vida das populações ribeirinhas. Homem de muitos amigos e de muito prestigio, Conselheiro do Tribunal de Contas, tendo visão social, influiu para a chegada aos habitantes do Saco, da Terra Dura, do Pontal, de tantos melhoramentos ali levados por sucessivos governos.
Anderson Nascimento, com raízes estancianas, casado com Luzia, menina nascida bem perto, no Arauá, e indo com frequência aos engenhos de familiares situados na Estância, mais reforçou, ao longo do tempo, a sua relação atávica e sentimental, que é também telúrica. Na Estância o historiador, pesquisador da cultura popular, dedicou-se a estudar o patrimônio representado pelo conjunto de edifícios da cidade, dos engenhos, e muito tem escrito sobre isso. Presidente da Academia Sergipana de Letras, Anderson levou Estância a criar a sua Academia.
Todos esses aspectos da sua vida estanciana e também da vida idêntica de Carlos Pinna, ele contou, desfilando a história e os problemas do município, no discurso longo e ouvido com atenção, em que agradeceu aos vereadores, em nome dele e de Carlos Pinna, o titulo de Cidadão Estanciano.