Reforma política é tema de debate na Alese

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O debate foi realizado no plenário  da Assembleia Legislativa
O debate foi realizado no plenário da Assembleia Legislativa

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Publicada em 09/05/2015 às 00:39:00

Uma audiência pública com a participação do deputado federal Marcelo Castro (PMDB/PI) debateu ontem no plenário da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), a reforma política no país. Castro é o relator da comissão especial que discute o tema na Câmara dos Deputados. A indicação da audiência foi da deputada estadual Sílvia Fontes (PDT).

Dentre os assuntos de destaque, suplência de senadores, coincidência de eleições majoritárias e proporcionais, mandato de cinco anos para todos, representação partidária na câmara e mudanças no tempo de candidatura. A deputada Sílvia Fontes declarou que Sergipe precisa ser contemplado, na questão da reforma política. "Esperamos que o relator Marcelo Castro saia de nosso Estado levando nossos anseios e os da sociedade sergipana, para que sejam realmente representados na proposta de reforma política", disse.

Para o deputado federal Marcelo Castro, a discussão teve como finalidade unir as entidades representativas da sociedade brasileira, a exemplo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE) e a Frente Parlamentar por Eleições Limpas. "Realizaremos seminários em todos os Estados brasileiros, no intuito de ouvir os deputados, prefeitos, vereadores e todos os segmentos da sociedade, para que façamos uma reforma arejada, ou seja, unir anseios de políticos e sociedade", afirmou.
Segundo o relator, a dificuldade de se fazer uma reforma política no Brasil existe há mais de 30 anos. "Uma delas é pela grande quantidade de deputados (513). E por ser um assunto delicado, com divergências de ideias, a torna quase impraticável. Outro fator inibidor é a incerteza do político de se inserir em um novo modelo de sistema eleitoral na reforma política", explicou Castro.

Mas, atualmente há um fator determinante que, ainda de acordo com Castro, impulsiona a reforma política. "O sentimento de todos de que como está não pode ficar. Nós chegamos ao fundo do poço no descrédito perante a sociedade brasileira. O custo das campanhas políticas no Brasil é exorbitante, a influência no poder econômico está determinando quem vai ser eleito, o princípio basilar da democracia, da equidade e da igualdade de oportunidade, existente entre os concorrentes é uma miragem no Brasil. Ela não existe. Por tudo isso, é preciso corrigir o nosso sistema eleitoral para aperfeiçoar os nossos mecanismos, além de que o Congresso Nacional faça valer sua função de expressão da vontade nacional", exclamou.

Na oportunidade, compuseram a mesa no evento o presidente da Alese Luciano Bispo (PMDB); o vice-governador Belivaldo Chagas, representado o governador de Sergipe; o desembargador Rui Pinheiro, representando o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ/SE), o representante da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Sergipe, Antônio Eduardo Menezes Oliveira; o deputado federal Fábio Reis (PMDB); o vice-presidente da Alese e deputado estadual Garibalde Mendonça (PMDB); a deputada estadual Goretti Reis (DEM); a prefeita de Lagarto Norma Dantas e o prefeito de Aquidabã, José Carlos Santos.