UMA ASSEMBLÉIA À MEIA VOZ

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Publicada em 09/05/2015 às 16:01:00

O presidente da Assembleia, deputado Luciano Bispo, faz o que é possível para recuperar a imagem corroída do Legislativo. Colocou ponto final no controverso festim das subvenções, e está com 36 milhões em caixa para devolvê-los ao tesouro do estado. Isso suaviza a critica e os olhares punitivos sobre o Poder que chegou a um nível desolador de descrédito.
Luciano está iniciando o Legislativo itinerante. Na estrada, com os deputados, vão fazendo sessões abertas em diversos municípios, sempre com participação popular. Reestrutura a Tv Alese, e nela colocou Luciano Correia, que acumula como jornalista e professor um vasto cabedal de títulos acadêmicos.
Mas o plenário anda um tanto desenxabido. Não há mais os acalorados debates entre governo e oposição. Talvez o ferino e elegante líder oposicionista Venâncio Fonseca esteja fazendo falta, recuperando-se do acidente que por muito pouco não o tornou paraplégico. Há um outro fator talvez determinante: a maior parte dos deputados responde a processos por conta da malfadada subvenção. Mas há muitas entidades que, de fato, sobreviviam com os recursos provenientes da Assembleia.
 O deputado capitão Samuel tem procurado avivar o debate, mas entre o que restou da oposição não há mais nenhum entusiasmo após o acirrado combate que se fez direcionado aos interesses dos irmãos Amorim. O homem de negócios Edivan sumiu, e o irmão, o senador Eduardo, fica como um cego sem guia. O irmão o fez deputado federal e senador. Não teria assim o que reclamar do mentor, levando-se em conta a sua retumbante falta de jeito para a política.