Bancário oferece versão sobre acidente que deixou três feridos

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Publicada em 26/07/2012 às 15:13:00

O bancário Paulo Alves de Souza, 47 anos, procurou o JORNAL DO DIA na manhã de ontem para dar sua versão sobre o acidente ocorrido em 18 de julho último, ao final da tarde, na esquina das ruas Maruim e Pacatuba, no Centro de Aracaju. Ele era o motorista da caminhonete Mitsubishi L-200 atingida por um ônibus da Viação Progresso que fazia a linha Castelo Branco/DIA. Na batida, três passageiros do coletivo ficaram feridos levemente. O acidente foi noticiado na edição do dia seguinte.

Paulo contestou a declaração de uma passageira não-identificada que, irritada, o culpou pelo acidente e referiu-se a ele como "cego", "safado" e "que não sabe dirigir". O bancário afirmou que tem experiência na condução de veículos e que assumiu toda a responsabilidade pelo acidente, atribuindo sua causa a uma distração causada pelo cansaço do trabalho. "Eu estava voltando do banco, onde fiquei trabalhando por 10 horas seguidas. Nunca tive ocorrência de batidas, nunca tive passagem pela polícia, sou um pai de família, tenho total responsabilidade no que faço e não aceito ser julgado desta forma", protestou.

Preferencial - O motorista contou que estava dirigindo pela Rua Pacatuba a uma velocidade de 20 quilômetros por hora, enquanto o motorista do ônibus estava na Rua Maruim, entre 50 e 60 quilômetros por hora - dentro do limite regulamentado pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT). Paulo admitiu que errou ao avançar a preferencial do ônibus e que não prestou atenção às placas colocadas no cruzamento. "Eu até desviei o carro pra evitar a batida. Mas estava em uma situação de cansaço, de estresse e não olhei pra placa. É uma situação que pode acontecer com qualquer pessoa", justificou Paulo.
A L-200 estava apenas com o bancário, que não se feriu, e ficou muito destruída, ao ser prensada entre o ônibus e as vigas da calçada. Ele disse que a perda do veículo foi total, mas será ressarcida por um seguro, assim como os danos causados no ônibus. O acidente foi registrado na Justiça Volante, que decidirá sobre o caso na próxima semana.

Semáforo - O acidente do dia 18 reacendeu as reclamações pela falta de um semáforo na esquina da Maruim com a Pacatuba, que fica próxima ao Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). Em 6 de março deste ano, o semáforo foi derrubado por um caminhão baú que descarregava colchões em uma loja. Desde então, o equipamento não foi reposto pela SMTT. Os moradores e comerciantes da região afirmam que a falta do semáforo já causou outros acidentes no local.

Procurada, a assessoria da SMTT afirma que há placas de "Pare" nas duas ruas e faixas de pedestre pintadas no chão. O órgão deve enviar uma equipe de técnicos ao local para avaliar se há a necessidade de recolocar os semáforos na esquina, e se isso não irá prejudicar a fluidez do trânsito. (Gabriel Damásio)