O 'X' da questão ORSSE

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A ORSSE pode hoje ser extinta por força de uma simples canetada
A ORSSE pode hoje ser extinta por força de uma simples canetada

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Publicada em 20/05/2015 às 00:00:00

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br

Em tempo. A Orquestra Sinfônica de Sergipe (ORSSE) realiza esta semana um concerto especial, em homenagem ao Dia das Mães. Repertório inédito, executado sob a batuta do seu diretor artístico e regente titular, o maestro Guilherme Mannis. Tudo muito bonito, mas promessa é dívida. A partir de hoje, a cada novo concerto, o Jornal do Dia vai insistir numa cobrança direta aos entes públicos no sentido de apresentar uma solução definitiva para o problema do conjunto sinfônico. Água mole em pedra dura.
Não custa lembrar o 'X' da questão: Mantida na base dos cargos em comissão, uma instituição tão sólida quanto um castelo de cartas, a ORSSE pode hoje ser extinta sem choro nem vela, por força de uma simples canetada. Ninguém sabe até quando. Com a palavra, o Secretário de Estado da Cultura Élber Batalha

O concerto - De forma inédita em Sergipe, o grupo interpretará a Sinfonia nº6, em ré maior, do compositor tcheco Antonin Dvorak, além das Variações sobre um tema de Haydn, de Johannes Brahms, e da Abertura Manfred, de Robert Schumann.  A Sinfonia nº6, de Dvorak, talvez seja uma de suas mais melodiosas partituras. Uma grande obra, que soube compilar influências dos principais compositores românticos da época, entre os quais estavam o tradicional Johannes Brahms e os inovadores Franz Liszt e Richard Wagner. Composta para a Filarmônica de Viena, a peça foi estreada por este grupo em 1879. Este concerto fará, por sua vez, a sua primeira execução em Sergipe.
Duas obras completam o programa. A primeira, as "Variações sobre um tema de Haydn", foi concebida por Johannes Brahms a partir de um coral composto pelo austríaco Joseph Haydn. Uma aula de composição e orquestração, estas variações demonstram os mais diversos desdobramentos artísticos possíveis a partir de um simples tema. A segunda, a Abertura Manfred, foi composta por Robert Schumann inspirada em um poema homônimo de Lord Byron, um drama metafísico.