Administração geral espera negociação

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Publicada em 26/07/2012 às 15:18:00

Kátia Azevedo
katiaazevedo@jornaldodiase.com.br
 
Após reunião com o governo para discussão da criação de um Calendário de Debates, além do Plano de Carreira e regulamentação de carga horária dos vigilantes, os servidores da administração geral e da Secretaria de Estado da Educação (SEED) suspenderam o indicativo.

A greve estava prevista para começar amanhã, 27. A assembleia geral da categoria, que também estava marcada para esta quinta-feira, 26, foi adiada. De acordo com a direção do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Sergipe (Sintrase), os servidores permanecem mobilizados, mas a paralisação por tempo indeterminado neste momento pode prejudicar a categoria. "Entendemos que estamos em uma fase de negociação com o governo, que agora começa a acenar com a possibilidade de atender as reivindicações dos trabalhadores", explica a diretora administrativa do Sintrase, Elma Andrade.        

Avanço - Ainda de acordo com o sindicato, pautas como a regulamentação da jornada de trabalho para vigilantes de escolas estão avançando na agenda governamental. Na última segunda-feira, 23, uma comissão formada por representantes do Sintrase foi recebida pelo secretário de Estado da Educação, Belivaldo Chagas, e pelo secretário de Planejamento e Gestão, Oliveira Júnior.

Na ocasião, os sindicalistas ouviram de Belivaldo Chagas que será avaliada junto à assessoria jurídica da SEED a sugestão da Procuradoria Geral do Estado e até a segunda semana de agosto será dará uma resposta definitiva sobre o assunto.

"No dia 23 de agosto teremos nova reunião com a SEED e no dia 30 do mesmo mês, com o secretário Oliveira Junior, quando trataremos, respectivamente, sobre a pauta dos servidores da Educação e da administração geral. Em breve faremos nova convocação para uma assembléia geral extraordinária para discutirmos novos encaminhamentos com a categoria", avisa Elma.

Lei - O Sintrase também discute as mudanças da Lei 12014, que reconhece os funcionários de escolas, habilitados, como profissionais da educação.  A lei foi sancionada em 2009 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reconhece os funcionários de escolas como profissionais da educação na Lei de Diretrizes e Bases da Educação,  mediante habilitação específica, primeiro passo legal para garantir o direito a planos de carreira e ao Piso Salarial Profissional Nacional.

Em assembléia realizada no Instituto Histórico e Geográfico do Estado de Sergipe no dia 12 deste mês, a categoria faz um levantamento de todos os seus movimentos até a presente data, incluindo a análise de uma nova proposta feita pelo secretário de planejamento e gestão, e uma possível deflagração de novo movimento grevista.                           

Em relação aos servidores da administração geral, a luta é a defasagem salarial. Os servidores reclamam que o salário da categoria está congelado em R$ 545,00, passando para R$ 622,00 somente no final deste mês e com o retroativo pago em 4 parcelas, de setembro a dezembro.