SERGIPE E O MODELO DO SENADOR AMORIM

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Publicada em 24/05/2015 às 20:32:00

Emergindo daquele clima que denota uma certa lassidão, o senador Eduardo Amorim, já apelidado de anódino, faz, vez por outra, alguma declaração pré-fabricada pelos seus solícitos e atuantes assessores de marketing. E quase sempre produz críticas. Na mais recente, também sugeriu que o governador adote um novo modelo de gestão baseada no planejamento e na busca continuada da eficiência em suas ações. Esse é um truísmo sempre reeditado pelos que nada têm a dizer além do óbvio.
Quando se refere a um ¨modelo novo¨ de gestão, certamente, o político e algologista (médico que trata de dores terminais ou quase isso) não estaria a considerar aquele ¨modelo de gestão¨ que a presidente Angélica adotou na Assembleia, inspirada ou comandada por Edivan, o dileto irmão do senador.
Aquele modelo de gestão, ou o terremoto provocado pela dupla Angélica-Edivan, levou de roldão tudo o que poderia significar zelo, racionalidade, ética na administração, e agora afunda o Legislativo no lamaçal de desmoralização pública. O ¨modelo de gestão¨ montado exatamente para beneficiar o Grupo Amorim, fortaleceu a candidatura do senador ao governo do estado, na medida em que satisfazia bolsos e contabilizava gratidões.
Angélica se fez conselheira do Tribunal de Contas, e ela vai detectar irregularidades de gestores públicos, para eles, pedirá punições exemplares. E o senador que assistiu, apoiou e se beneficiou com a bagunça no Legislativo, quer, para Sergipe, um ¨modelo de gestão¨ mais eficiente.