Caso Cachoeira: Testemunhas de acusação confirmam esquema criminoso

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Publicada em 26/07/2012 às 21:33:00

Débora Zampier e Lia Kunzler
EBC

Brasília e Goiânia - O primeiro dia de depoimentos da Operação Monte Carlo na Justiça Federal em Goiânia, reservado à oitiva das testemunhas, ocorreu ontem em Goiânia com atrasos no cronograma inicial. Catorze pessoas deveriam falar ao longo do dia, mas só duas testemunhas de acusação foram ouvidas. Elas confirmaram a existência de esquema criminoso liderado pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

A audiência, coordenada pelo juiz Alderico Rocha, começou por volta das 9h. Carlinhos Cachoeira chegou quase uma hora antes do início da sessão para acompanhar os depoimentos. Ele foi transferido de Brasília, onde estava detido, para Goiânia, nessa segunda-feira (23). Cachoeira é acusado de liderar esquema de exploração de jogos ilegais no Centro-Oeste investigado pela Operação Monte Carlo.

A esposa de Cachoeira, Andressa Mendonça, e o pai, Sebastião Ramos, compareceram à audiência e defenderam o empresário das acusações. "Ele é um Cristo, está sofrendo na mão dos outros", disse o pai de Cachoeira, insistindo que o processo contra seu filho é uma questão política.

Mesada - O primeiro a depor foi o policial federal Fábio Alvarez, que trabalhou como analista das escutas da Operação Monte Carlo. Ele afirmou que as investigações evidenciaram a existência da organização criminosa chefiada por Cachoeira e que o empresário pagava "mesadas" a autoridades públicas e a civis para manter o esquema.

Alvarez ainda disse que o policial Wilton Tapajós, assassinado na semana passada em um cemitério de Brasília, foi abordado por policiais militares enquanto investigava a quadrilha de Cachoeira.