JÁ SE FALA ATÉ NA RENÚNCIA DE DILMA

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Publicada em 19/07/2015 às 01:55:00

O assunto já é tratado nas altas esferas da política e da economia: a renúncia da presidente Dilma, caso a crise continue se aprofundando. Ancelmo Gois, jornalista sergipano que assina a coluna mais lida do país, é longevo na sua atividade. Já atravessou, noticiando e comentando inúmeras crises, e, dependendo da intensidade delas, ele costuma advertir: É grave a crise.
Dizemos agora: É gravíssima a crise.
As instituições se esfarinham, a economia deteriora, e a presidente sem apoio popular, com o seu partido, o PT, semi-desmoralizado, e sua base inconstante, não mais consegue governar, enquanto o Congresso vai desgovernando, aumentando encargos, agindo eleitoralmente, quando o momento exige responsabilidade e espírito público. É gravíssima a crise, e como Dilma não tem inimigos figadais a quem derrotar com o gesto extremo, tal e qual o fez Getúlio, a ela bastaria encaminhar um curto oficio ao presidente do Senado, repetindo, sóbria, o que Jânio fez bêbado. Essa é uma fórmula muito difícil de ser concretizada, em primeiro lugar, porque Dilma, ao contrário de tantos, não tem contra ela pesando acusações de improbidade pessoal. Nesse lameiro, ela parece transitar com os pés limpos. O problema seria mesmo a incapacidade da presidente para superar a montanha de má vontade política contra ela existente.