A PROFESSORA SEM ALUNOS

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Publicada em 26/07/2015 às 00:16:00

Assessores da deputada Ana Lúcia teriam imaginado uma série de ações destinadas a tornar mais palatável aos eleitores a indigesta pré-candidatura da política petista à Prefeitura de Aracaju.
Imaginaram conseguir depoimentos, manifestações de simpatia feitas por alguns dos seus ex-alunos que, supunham, seriam numerosos e não se furtariam a dar um sopro para inflar o balão murcho das pretensões agora esbarrando com o obstáculo de uma enorme rejeição.
Saíram os militantes-assessores à procura dos ex-alunos. Depois de estafante busca concluíram que eles não existiam.
A professora nunca teve gosto ou aptidão para as salas de aula. Nomeada docente, sem concurso, frequentou pouco a sala de aula, logo depois, abiscoitou um cargo em comissão no governo Paulo Barreto, isso em 1973. Ficou fora da escola, e assim permaneceu ao longo dos governos de José Leite, Augusto Franco, João Alves, Valadares, depois João de novo, Albano, Albano outra vez, até que Déda, eleito prefeito de Aracaju, a levou para ser Secretária da Educação.
Daí em diante ela tornou-se deputada e voltou a ser Secretária, dessa vez da Inclusão Social no governo de Déda.  Ele, o generoso e ético Déda, jamais imaginaria que um dia, doente terminal num hospital em São Paulo, receberia a noticia e as fotos do seu enterro simbólico, promovido pelo SINTESE, e acompanhado pela sua ex-secretária e companheira petista, a professora Ana Lucia.
Como a professora não tem ex-alunos, livraram-se os jovens estudantes de receber ensinamentos de intolerância e desumanidade.
Mas, se existisse algum aluno da professora Ana Lúcia ele teria, certamente, absorvido os espertos ensinamentos que de cátedra receberia, sobre a melhor forma de declarar-se opositor e até militante revolucionário, dando um jeitinho maroto para conviver confortavelmente, merecendo a confiança de governos conservadores, aqueles, os inimigos da direita.